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Dia da NÃO violência contra a mulher

25/11 é o dia internacional da não violência contra mulher. O Sintraf JF expressa seu apoio à luta cotidiana das mulheres contra qualquer violência

Na violência contra a mulher a gente mete a colher
 

O dia 25 de novembro é reconhecido internacionalmente como o “Dia da não violência contra a mulher”. A data foi escolhida no Primeiro Encontro Feminista da América Latina e Caribe, realizado na cidade de Bogotá em 1981 para homenagear as “Las Mariposas”, como eram conhecidas as três irmãs brutalmente assassinadas na República Dominicana, em 25 de novembro de 1960, quando lutavam por melhores condições de vida no país.


Tradicionalmente a data é marcada por intervenções e manifestações de diversas organizações sociais, movimentos de mulheres e feministas que buscam dar maior visibilidade às diversas formas de violência impostas às mulheres, nos espaços públicos ou privados. É também o momento em que expomos coletivamente nossas bandeiras de luta e demandamos políticas sociais que garantam de fato a segurança e a vida das mulheres.


De acordo com dados da Fundação Perseu Abramo, levantados em 2010, das mulheres entrevistadas 40% declararam já ter sofrido algum tipo de violência. Na mesma pesquisa 24% alegaram sofrer controle pelo parceiro, 24% tiveram ameaças à integridade física, 10% sofreram violência sexual, 7% assédio e 23% sofreram violência psíquica ou verbal. Se considerarmos a naturalização da violência em nosso país esse percentual pode ser até maior, pois muitas mulheres não conseguem perceber e identificar a violência sofrida.


Nos noticiários, todos os dias, algum caso de violência contra a mulher é apresentado e o acesso à proteção garantido na Lei Maria da Penha nem sempre é acessível a todas. Poucos municípios contam com delegacias e casas de acolhimento para as mulheres, quando existem o despreparo dos profissionais e a insegurança que esses espaços apresentam limitam a procura por parte das mulheres violentadas.


Expressamos nesse dia nossa luta cotidiana não só contra as agressões físicas, psíquicas e morais que reduzem a autoestima e geram danos à saúde das mulheres. Mas também contra a violência de um Estado capitalista e patriarcal que nos nega direitos e a autonomia sobre nossos corpos, estimulando e oferecendo bases para que a violência se estabeleça como forma de controle do homem sobre a mulher.

 

Por Ana Paula Souza

Assistente Social do Sintraf JF