Um grito silencioso no dia dos excluídos
Militante da CUT relata suas impressões sobre as manifestações de 7 de setembro

Manhã fria, sábado, vontade de ficar sob o edredom. Mas a responsabilidade do DIA me desperta: saio de casa para me encontrar com @s companheir@s. O tempo passa, a ansiedade me domina e @s companheir@s não aparecem. Alguns estudantes chegam, começam a animar. Alguns sindicalistas também chegam.
Duas senhoras se aproximam para a manifestação, passo a acreditar que algo é possível. Tudo é disposição nestas senhoras que poderiam estar tranquilas em suas casas com suas filhas e filhos, com seus netos e netas. Lá está a professora D. Maria Elisa, pessoa sensata, lutadora aguerrida e conhecida por tod@s. Neste momento já somos em torno de 50 pessoas.
Penso...
Onde estão aquelas pessoas que foram às ruas propondo mudança?
Onde estão os trabalhadores e trabalhadoras, que estão sendo ameaçados com perdas de direitos?
Onde estão os sindicalistas representantes de categorias diversas?
Onde está a base da igreja?
Onde estão as diversas Entidades representantes dos Movimentos Sociais?
Aproxima-se o nosso momento do GRITO por todas e todos os EXCLUÍDOS. Somos neste momento aproximadamente 80 pessoas.
Alguns estudantes que estavam em um encontro de determinada Instituição Educacional, agregam aos outros: aí passamos de 100 pessoas. Bem menos do que pensei, muito aquém do que poderíamos, distantes demais de nossas responsabilidades.
Apesar de tudo, senti o GRITO entalado na garganta. Devemos nos preparar. Ao que parece ficaremos afônicos. Sinto que teremos muito a GRITAR, pelos trabalhadores e trabalhadoras, em especial por aqueles que nós sindicalistas nos obrigamos a defender, os EXCLUÍDOS deste PAIS.
CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES!
Este é o nosso GRITO.
Vamos acordar, vamos nos dispor à luta. Uma página está em branco no livro do país. Vamos traçar nossa linha e escrever uma história diferente, transformadora, classista e socialista.
Ass.: Um militante