Sindicato se reúne nesta quarta, dia 4, com representantes dos bancos para ativação dos Comitês de Crise 
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Sindicato se reúne nesta quarta, dia 4, com representantes dos bancos para ativação dos Comitês de Crise

Medida está prevista na CCT Bancária 2024/2026

Na tarde desta segunda-feira, 2 de março, a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, abriu a mesa de negociações sobre igualdade de oportunidades, com um minuto de silêncio por Liana Martins de Paula, bancária da Caixa, e uma das mais de 70 vítimas dos desastres em Juiz de Fora e região da Zona da Mata mineira.

As consequências da tragédia climática voltaram a ser pautadas ao final da negociação. A pedido dos trabalhadores, ficou acordada uma nova rodada de negociações nesta quarta-feira (4), com o objetivo de avaliar a atuação dos bancos na realização dos Comitês de Gestão de Crise, conquista estabelecida na CCT 2024, e implementada após enchentes no Rio Grande do Sul no ano passado. 

A ativação dos comitês visa acelerar ações de proteção e apoio aos trabalhadores de locais atingidos por calamidades, como a adoção do Trabalho Remoto Institucional (TRI) para empregados com deslocamentos prejudicados. 

Na tragédia de Minas, além das mortes, agências foram inundadas e tiveram estruturas danificadas, impedindo o atendimento bancário por tempo indeterminado em algumas localidades. Trabalhadores do sistema financeiro foram afetados diretamente com perdas materiais, imóveis e deslocamento comprometido. Os impactos das consequências das chuvas intensas ainda serão sentidos por muito tempo, o que poderá impactar a saúde e desempenho dos trabalhadores. 

Participam da reunião representantes dos bancários, dentre eles a presidenta do SINTRAF JF, Taiomara Neto de Paula, de outros sindicatos de Minas Gerais, representantes da FETRAFI-MG e da Contraf-CUT, e representantes dos bancos. 

Para Taiomara, a oportunidade de dialogar diretamente com os bancos sobre a situação de calamidade que está sendo vivenciada, mais intensamente em Juiz de Fora, Matias Barbosa e Ubá, é essencial para solucionar demandas que vêm sendo apontadas pelos trabalhadores nos últimos dias e desdobramentos da tragédia que já os preocupam.