Dia de Luta em defesa do Saúde Caixa 
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Dia de Luta em defesa do Saúde Caixa

Atos e atividades marcam mobilização por melhores condições de trabalho

O movimento sindical mobilizou empregados e empregadas da Caixa Econômica Federal em todo o país nesta terça-feira (9), durante o Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa. A mobilização teve como principal pauta o fim do teto de custeio de 6,5% da folha de pagamento destinado ao plano de saúde dos trabalhadores, além da defesa de condições de trabalho mais dignas e respeitosas para quem constrói diariamente a história da Caixa, banco fundamental para o desenvolvimento social e econômico do Brasil.

Para as entidades representativas dos trabalhadores, a retirada do teto é uma medida essencial para garantir a sustentabilidade do Saúde Caixa, preservar um direito histórico da categoria e assegurar atendimento de qualidade aos empregados ativos, aposentados e seus dependentes.

Em Juiz de Fora, o SINTRAF JF realizou atos em duas agências da região central da cidade. A atividade foi uma oportunidade para dialogar com a população sobre os desafios enfrentados pelos trabalhadores da Caixa e reforçar a importância da manutenção de um plano de saúde acessível e sustentável. Durante a mobilização, os dirigentes também iniciaram a distribuição do Boletim Avante, publicação que detalha a situação do Saúde Caixa e os impactos do atual modelo de custeio.

A presidenta do SINTRAF JF, Taiomara Neto de Paula, destacou a relevância social da Caixa e a necessidade de valorização de seus empregados. Segundo ela, os trabalhadores têm papel fundamental especialmente em momentos de crise, como o enfrentado recentemente por Juiz de Fora em decorrência da tragédia climática que atingiu a cidade.

“Os empregados da Caixa foram essenciais para garantir que a população tivesse acesso aos benefícios e políticas públicas em um momento tão difícil. Valorizar esses trabalhadores também significa assegurar condições adequadas de trabalho e o direito à saúde. O adoecimento na categoria tem crescido de forma preocupante e não é justo que os empregados arquem com custos cada vez maiores para cuidar da própria saúde. Garantir esse cuidado é responsabilidade do banco”, afirmou.

O diretor de Finanças do Sindicato, Luziano Marques, alertou: “O limite imposto atualmente pesa diretamente sobre os trabalhadores, especialmente os aposentados. Sem mudanças, a tendência é de aumento dos custos para os usuários, comprometendo a permanência de muitos empregados no plano e colocando em risco sua sustentabilidade no futuro”, ressaltou.

Os dirigentes sindicais também lembraram que o Saúde Caixa foi construído com base em princípios históricos como a solidariedade, o mutualismo e o pacto intergeracional. Considerado uma das principais conquistas da categoria, o plano é ainda mais importante diante da crescente sobrecarga de trabalho e dos fatores que têm contribuído para o aumento do adoecimento entre os bancários.

Por isso, a defesa do Saúde Caixa está diretamente ligada à luta por melhores condições de trabalho, mais respeito aos empregados e valorização daqueles que desempenham um papel essencial para milhões de brasileiros.