Sindicato dos Bancários realiza ato em agências do Bradesco contra demissões, fechamento de unidades e precarização do atendimento 
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Sindicato dos Bancários realiza ato em agências do Bradesco contra demissões, fechamento de unidades e precarização do atendimento

A mobilização denunciou as demissões recorrentes, o fechamento de agências, o adoecimento da categoria bancária e a precarização do atendimento à população.

O Sindicato dos Bancários da Zona da Mata e Sul de Minas realizou, na manhã desta segunda-feira, 02, um ato em duas agências do Bradesco, localizadas na Avenida Rio Branco (agência 0080) e na Rua Halfeld (agência 2180). A mobilização denunciou as demissões recorrentes, o fechamento de agências, o adoecimento da categoria bancária e a precarização do atendimento à população.

Durante o ato, dirigentes sindicais destacaram que o Bradesco vem, ao longo dos anos, reduzindo drasticamente sua estrutura física e o número de trabalhadores. Onde antes existiam cerca de 15 agências, hoje restam poucas unidades, com equipes reduzidas e sobrecarregadas, o que impacta diretamente tanto os bancários quanto os usuários.

Segundo os representantes do Sindicato, a demora no atendimento e as dificuldades enfrentadas pelos usuários não são responsabilidade dos trabalhadores, mas consequência direta da política do banco. “Os colegas vestem a camisa do Bradesco todos os dias, mas o banco não faz o mesmo. O que ele faz é cobrar metas abusivas, adoecer trabalhadores e agora adoecer também os clientes”, destacou o vice-presidente do sindicato, Watoira Antônio de Oliveira, durante a manifestação.

A precarização do atendimento também afeta especialmente as pessoas que não dominam o uso de aplicativos e serviços digitais. Muitos clientes ficam perdidos diante dos terminais de autoatendimento, sem apoio suficiente, o que pode gerar inclusive situações de risco e golpes. Ainda na manifestação, os dirigentes denunciaram que o cliente acaba trabalhando para o banco, usando aplicativo, resolvendo tudo sozinho, e ainda paga por isso.

A presidenta do Sindicato dos Bancários, Taiomara Neto de Paula, reforçou que o ato faz parte de uma mobilização nacional contra o Bradesco, que segue registrando lucros crescentes enquanto promove demissões e intensifica o assédio por metas. “É um banco que adoece, assedia e demite. Os bancários estão dentro das agências com enorme dificuldade de cumprir metas abusivas, e isso aumenta o adoecimento da categoria”, afirmou.

Taiomara lembrou que somente na semana passada o Bradesco demitiu três bancários e bancárias sem justificativa plausível. “O Sindicato está aqui para apoiar esses trabalhadores. Quem estiver passando por dificuldades ou adoecimento pode procurar o Sindicato, que oferece acolhimento e orientação”, ressaltou.

A presidenta também destacou que este é um ano de campanha salarial e que o Sindicato já está em luta para exigir respeito aos trabalhadores. “Muitos bancários não podem se manifestar porque sabem que, se reclamarem, podem ser demitidos. Por isso, estamos aqui representando esses trabalhadores e exigindo critérios nas demissões e o fim das metas abusivas”, completou.

Além da defesa da categoria bancária, o ato também teve como objetivo alertar a população. “A demora no atendimento não é culpa do bancário, é culpa do banqueiro. É o banco que não contrata, que fecha agências e que deixa trabalhadores e clientes sofrendo”, reforçou a presidenta.

A mobilização contou com o apoio da CUT Minas, da CUT Regional, da Fetraf-MG e da Contraf-CUT, e integra uma jornada nacional de lutas contra a política do Bradesco, que prioriza o lucro em detrimento da saúde dos trabalhadores e da qualidade do serviço prestado à sociedade.