Sindicato conquista reintegração de bancária do Mercantil
Prática injusta escancara postura antissindical do banco
O sindicato comemora a reintegração da bancária e dirigente sindical, Andressa Souza. O Banco Mercantil tentou demiti-la por justa causa, desrespeitando a sua estabilidade provisória de dirigente sindical. De acordo com o advogado credenciado ao Sindicato e responsável pelo caso, Espedito Fonseca, o banco abriu um "Inquérito para Apuração de Falta Grave", alegando fraude no registro de ponto, e suspendeu o contrato de trabalho da bancária em julho de 2024.
Durante o processo, a assessoria jurídica provou que as divergências no ponto não tinham qualquer intenção de fraude (má-fé), apontou falhas técnicas do próprio sistema do banco, além de circunstâncias plenamente justificáveis.
O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3) deu ganho de causa à trabalhadora, considerando a punição desproporcional e anulou a suspensão do contrato. Nesta quarta-feira, 4 de março, a bancária foi reintegrada e retornou ao seu posto de trabalho.
Sobre a conquista, Espedito Fonseca destaca que "é uma vitória de toda a categoria contra práticas antissindicais. O Tribunal desmascarou a tentativa do banco de usar falhas do seu próprio sistema de ponto como desculpa para forjar uma justa causa e punir uma dirigente sindical. A Justiça confirmou o que sempre defendemos: a estabilidade sindical não é um favor, é uma garantia constitucional para podermos lutar sem medo de retaliações. Não aceitaremos armadilhas para calar quem defende os direitos dos trabalhadores.", afirmou o advogado.
Andressa Souza agradeceu o apoio dos diretores do sindicato e da assessoria jurídica, essenciais para a conquista. A bancária relatou que foram meses de muita angústia, preocupação e ressaltou que retorna com o mesmo empenho de sempre para contribuir com os colegas e com a luta por direitos de toda a categoria.
O SINTRAF JF reafirma o seu compromisso com a justiça, com a garantia dos direitos dos trabalhadores bancários e frisa a importância de denunciar ao sindicato qualquer prática abusiva.
