Fechamento de agências do Itaú em Juiz de Fora gera insegurança e adoecimento entre bancários
Nos últimos meses, três unidades do banco foram encerradas no município como parte de uma política de reestruturação que vem sendo adotada nacionalmente pela instituição.
O fechamento de agências do Itaú em Juiz de Fora acendeu um alerta para consumidores e trabalhadores bancários. Nos últimos meses, três unidades do banco foram encerradas no município como parte de uma política de reestruturação que vem sendo adotada nacionalmente pela instituição, com foco na redução do atendimento presencial e na migração de clientes para os canais digitais. A medida levou o Procon de Juiz de Fora a instaurar uma investigação preliminar para apurar possíveis violações aos direitos do consumidor, diante de indícios de falta de transparência, ausência de diálogo com a comunidade e prejuízos a públicos que dependem do atendimento presencial, como idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade. O Sindicato dos Bancários de Juiz de Fora também acompanha o caso e apura os impactos do fechamento das agências sobre os trabalhadores bancários. Segundo a presidenta do Sindicato dos Bancários de Juiz de Fora, a política de encerramento de unidades tem provocado insegurança e adoecimento entre bancários e bancárias. “Com o fechamento de agências, bancários e bancárias se sentem inseguros com relação ao seu emprego. Isso gera uma série de fatores como ansiedade e síndrome do pânico, devido à incerteza se vão continuar empregados ou se serão demitidos. E, caso permaneçam no banco, em qual agência serão lotados. Tudo isso muda completamente a rotina no dia a dia”, afirma. Além do medo da demissão, os trabalhadores que permanecem nas agências remanescentes enfrentam aumento da sobrecarga de trabalho, intensificação da pressão por metas e maior tensão no atendimento ao público, que também passa a lidar com filas maiores e dificuldades de acesso aos serviços presenciais. Para o Sindicato, esse cenário contribui diretamente para a precarização das condições de trabalho e para o adoecimento da categoria. A presidenta destaca que os bancários não são responsáveis pela piora no atendimento e reforça que o fechamento de agências faz parte de uma estratégia dos grandes bancos, que continuam registrando altos lucros enquanto reduzem estruturas, fecham unidades e colocam em risco empregos e a qualidade dos serviços prestados à população. A entidade sindical informa que segue apurando a situação junto ao Procon devido a sua atuação no banco, ouvindo os trabalhadores e buscando diálogo com os órgãos competentes, entretanto, ainda sem retorno. O Sindicato continua em negociações pela manutenção do emprego dos bancários e bancárias visando a realocação adequada para que não ocorram demissões. Deste modo, reafirma seu compromisso com a defesa do emprego bancário, da saúde da categoria e do direito da população a um atendimento bancário digno, acessível e presencial. Bancários e bancárias que se sentirem impactados pelo fechamento das agências ou pelas mudanças decorrentes desse processo podem procurar o Sindicato para orientação, acolhimento e encaminhamento das demandas.
