28ª Conferência Nacional dos Bancários aprova pauta e define eixos de lutas da Campanha Nacional Unificada 
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28ª Conferência Nacional dos Bancários aprova pauta e define eixos de lutas da Campanha Nacional Unificada

Pauta de reivindicações foi construída em conferências estaduais, regionais, congressos por bancos, consulta com 54.952 bancários e bancárias e na 28ª Conferência Nacional da categoria, concluída neste domingo, em São Paulo

Mais de 630 delegados e delegadas (372 homens e 261 mulheres) e 140 convidados, representantes da categoria bancária, de norte a sul do país, aprovaram, neste domingo (21), a pauta de reivindicações da Campanha Nacional Unificada.

Os bancários e bancárias da base de atuação do SINTRAF JF foram representados pela delagação eleita na etapa estadual. Integraram o grupo a presidenta do sindicato, Taiomara Neto de Paula, e os diretores: Zuleika Lima, Luziano Marques, João Hilário de Souza Neto, Fabiana Vital e Jeferson Anselmo.

A votação da minuta foi o último ato de uma série de atividades realizadas durante os três dias da 28ª Conferência Nacional dos Bancários, na capital paulista, com base em debates construídos ao longo de meses em conferências estaduais, regionais, congressos por bancos e na Consulta Nacional dos Bancários que, neste ano, bateu recorde com a participação de 54.952 respondentes de todo o país.

A minuta de reivindicações será apreciada nesta terça-feira (23) em assembleias promovidas pelos sindicatos filiados à Contraf-CUT através do VotaBem de 19 às 23h59. Anterior à votação, o SINTRAF JF convoca os bancários e bancárias da base para uma plenária sobre a minuta. 


Após a aprovação, será levada às mesas de negociações, na Campanha Nacional Unificada para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. 

A coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, reforçou que a minuta de reivindicações expressa as preocupações da categoria. Ela acrescentou que a plenária revigora o movimento e reforça a união e disposição para a luta pela manutenção e avanço em direitos às bancárias e bancários de todo o país. "A luta da categoria bancária é a luta de toda a classe trabalhadora. Quando nós avançamos, inspiramos toda a nossa classe a seguir avançando”, completou a dirigente.

Nos três dias de programação os participantes discutiram questões fundamentais como a melhoria das condições de trabalho e de saúde nos bancos. 

A seguir, os principais eixos da pauta de reivindicações, que será entregue dia 24 de junho pelo Comando Nacional dos Bancários à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban):

- 5% de aumento real no salário e nas demais verbas, como PLA, VA e VR;
- Fim das metas abusivas;
- Manutenção do formato atual da PLR (percentual do salário mais parcela fixa e adicional);
- Manutenção dos direitos conquistados;
- Manutenção da mesa única, da CCT pra toda a categoria e dos direitos já conquistados;
- Defesa do emprego bancário;
- Defesa dos bancos públicos;
- Distribuição melhor dos ganhos da tecnologia, e pelo fim do monitoramento excessivo no teletrabalho, preservando a privacidade do bancário.

Os delegados e delegadas também aprovaram neste domingo (21) os seguintes eixos de luta política para o próximo período:

- Por um sistema financeiro mais regulado;
- Importância das eleições de 2026 e de apoio a candidaturas comprometidas com a classe trabalhadora, para a Presidência da República, governos estaduais e do Distrito Federal e, com especial atenção, para Câmara dos Deputados e Senado;
- Organização do movimento: autorregulação e comunicação;
- Segurança tecnológica para os clientes.

As moções aprovadas foram:

- Em defesa da dignidade, da saúde e pela valorização das trabalhadoras e trabalhadores aposentados e idosos no setor bancário;
- Por uma dupla missão para o Banco Central do Brasil - Estabilidade de preços e proteção de emprego;
- De repúdio às práticas antissindicais, à precarização do trabalho e ao desmonte do atendimento pelo banco Santander;
- Manifesto de solidariedade ao povo bolivariano e à Cuba. Lutar contra o imperialismo.

E as resoluções:

- Contras os ataques à democracia e soberania nacional, e pela reeleição do presidente Lula;
- Contra a PEC 65/2023, independência do Banco Central, e que afasta a instituição do controle democrático, priorizando os interesses do setor financeiro em detrimento do desenvolvimento social. A resolução inclui ainda posicionamento contra a porta-giratória no Banco Central e pela redução dos juros bancários.

Fonte: Contraf-CUT.