Sindicato denuncia falta de acessibilidade em agência do Banco do Brasil no Calçadão de Juiz de Fora
Ato no Calçadão denuncia que agência do Banco do Brasil em Juiz de Fora está sem elevadores e escada rolante, impedindo o acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, em desrespeito à lei de acessibilidade.
O Sindicato dos Bancários da Zona da Mata e Sul de Minas realizou, nesta segunda-feira, 04 de agosto, um ato público em frente à agência do Banco do Brasil localizada no Calçadão da Rua Halfeld, no centro da cidade. A mobilização teve como objetivo denunciar o descaso da instituição financeira com a acessibilidade, em flagrante desrespeito à legislação vigente e aos direitos da população com deficiência ou mobilidade reduzida.
A presidenta do Sindicato, Taiomara Neto de Paula, afirmou que a falta de acessibilidade na agência é um problema antigo e que já motivou diversas tentativas de diálogo com a direção do banco. “Essa agência está com os dois elevadores estragados, a escada rolante também não funciona. E tudo o que precisa ser resolvido dentro da agência fica nos andares superiores. É um absurdo uma agência deste porte estar sem acessibilidade. Já pedimos reuniões, já fizemos manifestações e nada foi feito. Hoje é mais uma tentativa de cobrar providências”, declarou.
Segundo a dirigente, o sindicato já reuniu registros fotográficos e documentações que serão encaminhados a órgãos de fiscalização e controle, como forma de pressionar o banco a cumprir a legislação. “A acessibilidade é um direito garantido por lei, não é um favor. O Banco do Brasil está descumprindo essa lei. Estamos encaminhando a situação para os órgãos competentes e também orientando a população a registrar reclamações pelo 0800 do banco, pelo SAC e até mesmo junto ao Banco Central”, acrescentou.
Taiomara também alertou para o processo de desmonte da instituição. “O Banco do Brasil é uma empresa de economia mista e nós temos o dever de defendê-lo enquanto patrimônio público. A falta de investimentos em estrutura e atendimento faz parte de uma estratégia de sucateamento, que pode abrir caminho para a privatização — algo extremamente prejudicial à sociedade”, afirmou.
O vice-presidente do Sindicato, Watoira Antônio de Oliveira, também reforçou as críticas à precariedade da agência. “A falta de acessibilidade vem se arrastando há anos. A escada rolante está quebrada há tanto tempo que já perdi a conta. Agora os elevadores também estão com defeito. Se o cliente tem alguma deficiência ou mobilidade reduzida, simplesmente não é atendido. Isso é inadmissível.”
De acordo com o sindicato, o ato desta segunda-feira foi de caráter local, mas novas mobilizações podem ser organizadas caso o problema não seja resolvido. “Estamos aqui em nome dos bancários, bancárias e também da população. Vamos continuar pressionando até que a acessibilidade seja garantida, como manda a lei”, concluiu Taiomara.
