Dirigentes da CUT convocam população para Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília
Em vídeos, dirigentes reforçam redução da jornada e cobram regulamentação da Convenção 151 da OIT, que trata da negociação coletiva e do direito de greve dos servidores
Dirigentes sindicais de ramos e confederações da CUT divulgaram vídeos nas redes sociais convocando trabalhadores e trabalhadoras de todo o país para participarem da Conferência da Classe Trabalhadora (Conclat) e da Marcha da Classe Trabalhadora 2026, marcada para o próximo dia 15 de abril, em Brasília.
Os sindicatos CUTistas intensificaram a mobilização em todo o Brasil, organizando caravanas e ampliando o chamado às bases para garantir presença na capital federal. A expectativa é reunir milhares de pessoas em defesa de uma pauta que inclui a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, o fim da escala 6x1, o combate ao feminicídio, o enfrentamento à pejotização, o fortalecimento das negociações coletivas e a regulamentação do trabalho por aplicativos.
Convocação de dirigentes reforça mobilização
Nos vídeos divulgados nas redes sociais, dirigentes sindicais destacaram a importância da participação popular na mobilização em Brasília e detalharam as principais bandeiras da marcha.
O presidente da CUT, Sérgio Nobre, convocou a militância de todo o país e enfatizou o caráter estratégico do ato. “Vamos ocupar Brasília para dar visibilidade à pauta da classe trabalhadora e pressionar o Congresso pela aprovação de projetos prioritários”, afirmou.
Serviço
A marcha começa às 8h, com concentração no estacionamento do Teatro Nacional, próximo à Rodoviária e em frente à Catedral. Às 9h, será realizada a Plenária da Classe Trabalhadora, reunindo lideranças sindicais, movimentos populares e delegações de diversos estados. A marcha está prevista para sair às 10h30 em direção à Esplanada dos Ministérios.
Durante a agenda em Brasília, os trabalhadores devem ser recebidos pelo presidente Lula, quando pretendem agradecer avanços e cobrar medidas sobre pautas ainda pendentes. Também estão previstos diálogos com o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente sobre temas como pejotização e proteção aos direitos trabalhistas.
Além disso, a mobilização dirige críticas à forma como questões do mundo do trabalho vêm sendo tratadas nas duas cortes, reforçando a necessidade de fortalecimento das instituições na garantia de direitos.
Fonte: Contraf-CUT.
