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Dia de luta e defesa dos direitos dos trabalhadores

A referncia ao 1 de maio como Dia do Trabalho tem origem no ano de 1886, na cidade de Chicago (Estados Unidos)

A referência ao 1º de maio como Dia do Trabalho tem origem no ano de 1886, na cidade de Chicago (Estados Unidos). Na ocasião, vários trabalhadores se mobilizaram através de greves, tomando as ruas da cidade para reivindicar melhores condições de trabalho, quando foram violentamente repreendidos pela polícia.


A agressão policial gerou a morte de vários trabalhadores e como forma de homenagem aos mortos nos conflitos, a Segunda Internacional Socialista, realizada na França em 1889, instituiu o Dia Mundial do Trabalho, comemorado em 1º de maio de cada ano.


A história de luta dos trabalhadores por direitos e melhores condições de trabalho é longa, permeada por conquistas, agressões e derrotas. As estratégias históricas de luta, como as greves e as mobilizações, ainda estão presentes nos dias atuais. Tornando-se necessárias para defesa da redução da jornada de trabalho, por salários dignos e pela garantia da saúde dos trabalhadores.


Atualmente, no Brasil, a agenda de luta dos trabalhadores é representada pela redução da jornada semanal de trabalho para 40h, sem redução dos salários, bem como pelo fim da precarização das relações de trabalho, fim das metas abusivas e do assédio moral. A defesa das empresas públicas, da democracia e da reforma do sistema político também se insere na pauta dos trabalhadores, diante do avanço conservadorismo.


No entanto, na contramão dessas lutas, o que se apresenta para os trabalhadores, as vésperas do 1º de maio, é a aprovação na Câmara dos Deputados da PL 4330 que regulamenta a terceirização no Brasil. A medida é extremamente prejudicial para os trabalhadores, principalmente para as mulheres e para os negros que assumem os postos mais precarizados de trabalho. O projeto de lei ataca fortemente os direitos conquistados a partir da luta dos trabalhadores, limitando ainda sua organização através dos sindicatos ao incentivar a fragmentação dos trabalhadores, a partir do individualismo e competitividade.


Nesse contexto, o caminho que se apresenta para os trabalhadores brasileiros, diante do ataque do capital aos direitos conquistados e das medidas privatizantes apresentadas pelo Congresso Nacional, demanda organização, união e solidariedade. É um caminho que só pode ser seguido a partir de muita luta e enfrentamento. O 1º de maio, desse modo, nos serve de referência e inspiração para os embates que estão por vir.