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Dia da Mulher

Leia artigo de Robson Marques e Marcos Louzada

Todo dia deveria ser dia da mulher.
 

O primeiro Dia Internacional da Mulher ocorreu nos Estados Unidos, em 1909, em memória das péssimas condições de trabalho das operárias das indústrias de vestuário de Nova Iorque. Posteriormente o movimento cresceu pelo mundo, servindo inclusive de estopim para a Revolução Russa de 1917. A data também é associada a um incêndio ocorrido em 1911 na fábrica da Triangle, em Nova Iorque, na qual morreram 146 trabalhadores, na maioria mulheres. Estes eventos marcaram a luta secular da mulher pelo reconhecimento de direitos a uma cidadania plena. Em 1977, as Nações Unidas adotaram o dia 8 de março como Dia Internacional da Mulher.
 

Apesar de reconhecer a grandeza simbólica desta data, penso que dedicar somente um dia do ano a celebração da luta feminina, ainda é pouco. Esta luta, que já passa de 100 anos, não foi suficiente para eliminar todas as desigualdades, ainda hoje, as mulheres recebem em média 70% do recebem os homens, no Brasil. Esta diferença decorre de vários fatores, como a discriminação quanto a ocupação de cargos de direção e alta proporção de empregos de baixa complexidade. O importante é que a cada dia a mulher mostra a sua força, conquista espaços antes restritos aos homens e avança em direitos, usurpados pela intransigência machista. Celebremos sim este dia internacional da mulher, mas que esta comemoração se estenda por todo o ano, através do respeito, da valorização e do reconhecimento dessas admiráveis guerreiras.