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Caixa e seus empregados

Por Robson Marques, presidente do Sintraf JF

Robson Marques

Presidente do Sintraf JF

 

Devemos aproveitar este momento de mudanças, indignações e manifestações, para alimentar a luta em defesa dos empregados da Caixa. Apesar de alguns avanços conquistados a duras penas nas últimas campanhas salariais, ainda assistimos situações inaceitáveis dentro da empresa. Persiste a discriminação com relação aos companheiros e companheiras que optaram por continuarem no antigo Reg-Replan, ou em questões sérias, como a de gênero, entre outras. Até quando teremos que conviver com isso?
 

Ouso tentar responder, que a raiz do problema está na falta de companheirismo de algumas pessoas, principalmente nos períodos de campanha salarial. Enquanto alguns se arriscam cruzando seus braços, uma turma se reserva ao comportamento indiferente, visando preservar suas carreiras, para conquistar uma comissão, ou apenas mantê-la, não aderindo as mobilizações. É a prevalência do individualismo, do egoísmo e do desprezo em detrimento de uma luta pelo benefício coletivo. Desta forma quem vence é sempre o capitalista: Divide para conquistar.
 

O assédio moral cresce nas agências e departamentos, onde as pessoas são proibidas até mesmo de cuidar de sua saúde, e de sua familia. E não para por aí, chegamos a um nível de assédio onde os empregados estão sendo coagidos por seus superiores a não a usarem os caixas das agências, locais estes que estão com um numero bastante reduzido de empregados.
 

Precisamos nos unir virar esta mesa! Reclamar só não basta. Vamos resgatar o espirito de luta que sempre marcou as mobilizações na CEF. Os companheiros sempre foram a vanguarda do movimento sindical. Nunca se calaram e assim conquistaram avanços que servem de referência para toda a categoria bancária, a exemplo da histórica greve de 13 dias realizada durante a campanha salarial de 1995 contra as privatizações no setor bancário. É uma história linda que não pode se perder ou se vender, por comissões (funções) e ou por intereses individuais diversos. Precisamos acordar para esta triste realidade e reagir.
 

Vem aí mais uma Campanha Salarial. Não gostaríamos de mais uma vez ver alguns trabalhando e outros tirando férias. Greve não é isto. O trabalhador em greve deve estar nas ruas, reivindicando melhorias e lutando para garantir e avançar em nossos direitos. Assim seremos capazes de conquistar mais que cláusulas econômicas, regataremos a dignidade do movimento.
 

Contamos com seu apoio. Organize sua agência, faça denuncias, debata os problemas e nos ajude a construir as nossas soluções coletivamente.
 

Não podemos cair no conto da função. Desejar crescer é legítimo, mas isso não pode significar o afastamento das lutas pela valorização do emprego. A comissão traz o pão á mesa, mais não pode levar a moral para o ralo.
 

Não caiam no canto da sereia. Lutem, defendam seus direitos e, principalmente, contem conosco ao seu lado, na construção de um emprego melhor e de uma sociedade mais justa e solidária.
 

Trabalhadores do mundo todo uni-vos.