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A luta contra o racismo continua

O dia 13 de maio dedicado denncia das diversas manifestaes de racismo no Brasil.

O dia 13 de maio é dedicado à denúncia das diversas manifestações de racismo no Brasil. A data foi escolhida como forma de contestação à referência ao 13 de maio como dia de comemoração da Lei Áurea, por reconhecer que a libertação dos negros escravizados, foi protagonizada pela luta dos próprios negros e não fruto de um ato de bondade e reconhecimento da Princesa Isabel.


A herança do período de escravidão no Brasil, três séculos aproximadamente, marca nossa formação sócio-histórica até os dias atuais e o que já observamos cotidianamente foi confirmado por peritos da Organização das Nações Unidas (ONU), que estiveram no Brasil em 2013. De acordo com o relatório apresentado pela entidade, o “mito da democracia racial” ainda está presente na sociedade brasileira, já que a maioria das pessoas entrevistadas negou a existência do racismo no nosso país. Os peritos concluíram que o racismo no Brasil é estrutural e institucionalizado e está presente em todas as áreas da vida.


No Brasil, os dados compravam que os negros são as maiores vítimas de assassinatos, fato que impulsionou inclusive a realização da Campanha “Jovem Negro Vivo” da Anistia Internacional. Os negros também apresentam menor grau de escolaridade, ganham os menores salários, têm menos acesso aos serviços de saúde e são os que menos participam do Produto Interno Bruto (PIB).


Um caminho apontado pela organização internacional, para superação do “mito da democracia racial” no Brasil é a intensificação do debate sobre a questão racial nas escolas. A Lei 10.639/03 já versa sobre essa questão, defendendo a valorização da história afro-brasileira e africana, ao propor que os professores do ensino fundamental ao médio ressaltem a cultura afro-brasileira como formadora da sociedade brasileira, na qual os negros são sujeitos históricos.


Considerando a categoria bancária os dados divulgados pelo II Senso da Diversidade, em 2014, demonstram que os bancários negros ganham 18% menos que os brancos, numa categoria que conta com 24,7% de trabalhadores negros. Todos esses dados ressaltam a importância da luta contra o racismo no Brasil, para que as opressões e discriminações vivenciadas pelos negros sejam superadas. Para tanto, são necessárias políticas sociais e ações afirmativas, como as cotas, voltadas para ampliação de oportunidades, com vistas para o fim das desigualdades de acesso históricas em nosso país. O Sindicato dos Bancários de Juiz de Fora está presente nesta luta, a partir do fortalecimento Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual (CGROS) da Contraf – CUT.

 

por Ana Paula Souza

Assistente Social do Sintraf JF