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3 de Dezembro

Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficincia

Por iniciativa das Nações Unidas o dia 3 de dezembro é internacionalmente destinado à reflexão sobre a realidade de vida e de trabalho das pessoas com deficiência. As homenagens a esta parcela da população também são comuns na data e diversas organizações promovem espaços de debate e confraternização.  O destaque para o tema também é fruto de ampla luta dos trabalhadores e trabalhadoras de todo mundo por ampliação de direitos humanos e sociais.

 
Os direitos já consolidados são celebrados nesse período, mas a constatação de preconceitos e discriminações nos leva a acreditar que o caminho para efetivação e ampliação é árduo. A inserção subalterna nos postos de trabalho ou a exclusão do acesso ao mercado de trabalho são realidades ainda bem presentes, ainda que algumas ações garantam avanços sociais como a ratificação pelo Brasil, em 2008, da Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre direitos das pessoas com deficiência.
 
A Lei 8.213/91 também representa importante conquista por determinar cotas de contratação de trabalhadores e trabalhadoras com deficiência nas empresas privadas. A luta que segue é para o cumprimento da lei, já que alguns empresários argumentam que não há ampliação da contratação devido a pouca qualificação desta parcela da população, isentando-se de suas responsabilidades nesse processo.
 
Considerando a categoria bancária, os dados apresentados pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), a partir do II Censo da Diversidade, revelam que as limitações impostas para os trabalhadores e trabalhadoras com deficiência também estão presentes na categoria. A constatação reforça a necessidade de articulação dos bancários e bancárias para que esta pauta não fique subsumida nos espaços de negociação. 
 
Na ocasião os bancos apresentaram os dados de pessoas com deficiência nas agências. Do total, o número de bancários com deficiência motora caiu de 61,4% em 2008 para 60,7% em 2014. Já o de trabalhadores com deficiência auditiva subiu de 12,2% para 22,8% e os com deficiência visual aumentou de 3,9% para 11,8%. Os dados apontam que o setor financeiro não cumpre a cota de 5% de pessoas com deficiência estabelecida em lei, considerando que em 2008 havia 1,8% de bancários com deficiência, enquanto em 2014 esse contingente chega a 3,7%.
 
A partir dos resultados apresentados pela Fenaban a categoria bancária pode desenvolver ações que promovam avanços e altere o quatro de discriminações e desigualdades presentes nas instituições bancárias. Além de contribuir, com apoio de outras instituições, para que a ampliação de direitos se estenda para todos os trabalhadores e trabalhadoras com deficiência.
 

por Ana Paula Souza

Assistente Social do Sintraf JF