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Banco do Brasil: Metas na GDP aumentam exposio a riscos

"Bom para Todos"? Conhea as prticas de um banco pblico que no mede consequncias para alcanar resultados

O Banco do Brasil vem intensificando – oficial e, principalmente, extra-oficialmente – práticas temerárias de gestão que notoriamente levam seus funcionários ao adoecimento de todo tipo.

 
Fora o já institucionalizado assédio moral em maiores ou menores intensidades – aí incluem-se desde os denunciados e comprovados aos sofridos em silêncio – iniciam-se novos métodos incorporados às instruções normativas do banco, que se compatibilizam, se ajustam, se coadunam, se alinham, entram em unicidade com tudo o que já se conhece – essa realidade corporativa aqui citada.
 
Aos pedidos irrecusáveis mais às metas insuperáveis, soma-se agora a possibilidade de anotação, na Gestão de Desempenho Profissional por Competências (GDP), do não atingimento daquelas – situação que pode ensejar o descomissionamento.
 
Se antes disso já havia um largo descumprimento a várias normas, desde corporativas até constitucionais, em nome de um (falso) comprometimento solicitado em troco de pouca coisa, em que, em outros casos, esteve tudo bem até que a bomba estourasse, e muitos tivessem uma redução drástica no padrão de vida – num navio que viaja cogitando em que ponto vai naufragar – agora, certamente o medo vai terminar de fazer o seu papel no momento da decisão entre se esforçar ao máximo dentro da ética e das normas ou fazer com pesar o que não deve ser feito.
 
Ocorre que, não fosse pelas questões principais, que são a humanidade, a decência, a dignidade, o respeito ou, no mínimo, o bom senso – enfim, as pessoas que estão se deteriorando física, psíquica e moralmente – ao menos, deveria ser considerada a questão corporativa: de que os riscos, notadamente os riscos de imagem e operacionais, serão impelidos a níveis impraticáveis. Haverá, pelo que se desenha, uma multiplicação de processos administrativos, processos judiciais, denúncias BACEN, e, claro, descomissionamentos  e demissões. 
 
O que está por vir pela consolidação do atual modelo de gestão é uma precarização generalizada da qualidade do emprego, mas, se essa não é a língua que os executivos falam, ou não é nesse ouvido que eles escutam, digo que haverá uma tendência a custos cada vez maiores decorrentes de falhas operacionais, indenizações, condenações, demissões, multas, uma tendência crescente à perda de mão-de-obra qualificada, dificuldade de atração/retenção de talentos, perda de clientes e marketing negativo.
 
As crises começam aos poucos, quando as práticas vão se tornando gradativamente mais irresponsáveis e ninguém tem coragem de frear isso. Ainda há tempo de reverter essa situação (por enquanto). O que cada um pode fazer é, ao menos, se recusar a correr riscos insuportáveis, independente de quanto esbravejem e ameacem, os seus superiores.
 
*Contribuição de um bancário do BB