MULHERES OCUPAM AS RUAS EM TODO O PAÍS CONTRA O FEMINICÍDIO
Sindicato participa de ato em Juiz de Fora
O domingo, 7 de dezembro, foi marcado pela afirmação da defesa da vida das mulheres e pelo fim da violência contra a mulher. Convocada nacionalmente pelo movimento Mulheres Vivas, coletivos feministas, entidades sindicais e movimentos sociais, a mobilização nacional denunciou a escalada do feminicídio e outras violências de gênero no Brasil no último ano.
Em Juiz de Fora, o ato aconteceu na escadaria da Câmara Municipal e reuniu lideranças de diversos movimentos, sindicatos, entidades e partidos. O Sindicato dos Bancários de Juiz de Fora, Zona da Mata e Sul de Minas foi representado pela presidenta Taiomara Neto de Paula e pelas diretoras Fabiana Vital e Zuleika Lima.
Nas falas, o apelo forte para exigir justiça, segurança e reafirmar que a sociedade não pode tolerar mais esse tipo de crime e a impunidade. Casos recentes noticiados nacionalmente alertam para a urgência de construir uma sociedade que respeite a vida e os direitos das mulheres e não as condene à morte, amputações e mutilações.
Com forte participação, o movimento colocou novamente no centro do debate público a urgência de políticas de proteção, prevenção e responsabilização.
Taiomara reforçou em sua fala a importância do envolvimento de todas as pessoas e segmentos na luta pela vida das mulheres. "Precisamos ser mulheres que levantam outras mulheres! Quando uma de nós se empodera, todas as outras são empoderadas também. Sobre as nossas pautas, uma delas é a Delegacia de Mulheres funcionando 24 horas. O agressor não escolhe hora nem local e pode ser alguém próximo de nós. Acolhimento e rede de apoio são fundamentais, por isso a urgência de investimento em políticas públicas de segurança. Outra necessidade é a presença de profissionais preparados para receber as vítimas nos espaços de acolhimento e denúncias. A morosidade do judiciário também é algo que angustia mulheres que esperam por justiça. O agressor fica solto enquanto as mulheres sofrem. Não podemos nos calar! Precisamos ser lembradas por nossa coragem e estarmos vivas. MULHERES VIVAS!"
Estatísticas expõem a gravidade da crise
Em 2025, o país já ultrapassou 1.180 feminicídios. Em 2024, foram 1.459 registros, média de quase quatro mulheres assassinadas por dia em crimes motivados por gênero.
O Mapa Nacional da Violência de Gênero estima que 3,7 milhões de mulheres sofreram um ou mais episódios de violência doméstica nos últimos 12 meses. O canal Ligue 180 realiza quase 3 mil atendimentos diários.









