Bancári@s mineir@s articulam propostas para a Conferência Nacional 
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Bancári@s mineir@s articulam propostas para a Conferência Nacional

Além das propostas, participantes também elegeram os representantes do estado para a Conferência Nacional dos Bancários em São Paulo

Com o subsídio dos debates promovidos pelas mesas durante toda a 26ª Conferência Estadual, o último dia de encontro encerrou com @s bancári@s mineir@s elencando propostas para a Conferência Nacional, perpassando o aumento real, menos metas e o combate aos abusos e precarizações possibilitadas pelo ambiente digital.

A dinâmica do segundo e último dia de trabalho da Conferência Estadual organizada pela Fetrafi-MG se deu com a formação de grupos que trataram de temas específicos.

O Grupo 1 debateu aumento real, redução das metas e isenção do Imposto de Renda na PLR. As principais propostas foram:

- Proposta diferenciada de reajuste de 10% no vale alimentação
- Aumento real de 5%, além da inflação;
- Aprovação das propostas da minuta apresentada pelo Coletivo de Saúde que contemplam assédio (cláusula 61) e metas (cláusula 87), com destaque para que não haja nenhum desconto quando houver benefício indeferido no INSS;
- Envolver várias categorias de trabalhadores para fortalecer o grupo de ação no Congresso Nacional, buscando aumentar a faixa de isenção de imposto de renda na PLR, assim como ocorre com os dividendos pagos aos acionistas.

O Grupo 2 articulou sobre inclusão digital, impactos dos avanços tecnológicos e representação do ramo. Algumas propostas apresentadas foram:
- Todo profissional terceirizado dos bancos que atuam na atividade relacionada ao ramo financeiro deverão ser representados pelos sindicatos dos trabalhadores do ramo;
- Bancos que possuem convênio com correspondentes bancários e/ou similares deverão exigir/condicionar o enquadramento dos seus funcionários conforme o código CNAE do ramo financeiro;
- Solicitar ao Ministério do Trabalho e do Emprego a criação de código CNAE específico para todas as atividades enquadradas no ramo financeiro;
- Reforma sindical que permita a representação dos trabalhadores por ramo, e não por categoria;
- Promover cursos e treinamentos voltados para a tecnologia digital e inteligência artificial para todos os profissionais para combater o etarismo digital;
- Campanha de conscientização destinado aos clientes com finalidade de mostrar as fragilidades e os riscos financeiros e patrimoniais por causa da falta de regulamentação dos bancos digitais no Bacen;
- Cota de 20% para candidatos LGBTQIAPN+, em relação ao quadro de funcionários ativos.

No Grupo 3 foram debatidos a redução da taxas de juros, fortalecimento das entidades sindicais e ampliação da sindicalização, apresentando as seguintes propostas:

- Campanhas nas redes para pressionar na redução dos juros, manifestações e impressos;
- Campanha Nacional de Sindicalização;
- Exigir relatórios atualizados de funcionários;
- Filiação virtual;
- Definição de parâmetros para oposição à taxa negocial.

O Grupo 4 apresentou algumas propostas sobre o fortalecimento dos comitês de luta e comunicação e formação da classe trabalhadora, entre eles:

- Engajamento em fóruns sociais;
- Designação de representante social para fortalecer trabalhos comunitários;
- Financiamento de meios de luta através de relacionamento intersindical;
- Ampliar engajamento nos canais de comunicação;
- Obrigatoriedade de 20% de cotas raciais no setor privado;
- Ampliação da cláusula 8 da CCT, ampliando o prazo de liberação de dirigentes sindicais para 10 dias em todos os bancos.

O Sindicato dos Bancários de BH e Região (Seeb-BH) apresentou uma nota de repúdio, aprovada por unanimidade, contra o Banco Inter, que no dia 17 de maio demitiu 20 funcionários, sendo 18 mulheres, ampliando a terceirização no setor. Além disso, o Seeb-BH recebeu diversas denúncias de assédio moral e falta de transparência nas promoções.

Ao final, foram eleitos os delegados que irão à Conferência Nacional, além de ter havido a indicação d@s representantes das Comissões Temáticas de Saúde, de Gênero e Raça, Orientação Sexual, Trabalhadores com Deficiência, Juventude e Segurança, do Ramo Financeiro, Terceirização e Aposentados e das Comissões de Empresas.

Fonte: Fetrafi-MG.