Sindicato do Bancários Zona da Mata e Sul de Minas - SINTRAF JF
Facebook e Instagram Facebook dos Bancários Instagram dos Bancários
Imprensa e Notícias

Mês de luta das mulheres

SINTRAF-JF realiza visita a bancárias para homenageá-las e dialogar sobre a luta das mulheres trabalhadoras

Diretora do Sintraf-JF, Taiomara Neto de Paula, comenta as bandeiras de luta das mulheres

     Na semana da mulher, a direção do SINTRAF-JF realizou uma visita às bancárias de Juiz de Fora para dialogar com as mulheres trabalhadoras sobre a importância da data, além de fazer a entrega de um kit em homenagem às mesmas.

     De acordo com a diretora de Saúde e Condições de Trabalho do SINTRAF-JF, Taiomara Neto de Paula, o objetivo era reafirmar junto as mulheres da categoria sobre as conquistas obtidas, além da importância da união na luta por ainda mais avanços necessários. "Lutamos por menos violência contra a mulher, pelo fim do assédio sexual, por oportunidade de cargos e salários equivalente aos dos  homens, valorização da nossa mão de obra", afirma a diretora.
     Taiomara lembra que o dia 8 de março é uma data marcada internacionalmente por mulheres que morreram queimadas na luta, para conquistar os seus direitos ao trabalho descente e valorizado.
     Conforme pesquisa realizada ela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro – Contraf/CUT, neste mês,  cinco temas estão entre as bandeiras de luta das bancárias em 2020. A escolha foi definida a partir de uma consulta realizada entre os dias 28 de janeiro e 11 de fevereiro pela confederação. A proposta com o maior número de votantes foi o “Fim da violência contra a mulher e feminicídio” . Do total de participantes, 78,58% escolheram esta opção. No Brasil, uma mulher é morta a cada duas horas vítima de violência. De acordo com o Atlas da Violência 2019, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), houve um aumento de mais de 30% no número de feminícidios no Brasil entre 2007 e 2017, com cerca de 13 assassinatos por dia. Segundo levantamento, da  plataforma Monitor da Violência do portal G1, que recebeu os números das Secretarias de Segurança Pública dos estados, em 2019, foram 1.310 mulheres assassinadas vítimas de violência doméstica ou por sua condição de gênero.


     A lei Maria da Penha (lei 11.340/2006) protege diretamente a mulher trabalhadora, estando previsto o afastamento do local de trabalho, por até seis meses com manutenção do vínculo trabalhista na iniciativa privada, e no serviço público, a prioridade de remoção, sempre que tais providências se fizerem necessárias para preservar sua integridade física e moral.


    A proposta com o segundo maior número de votantes (65,74%) foi “Fim do assédio sexual e da cultura do estupro”. Isto porque, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil.  Dados de uma pesquisa feita pela Talenses, consultoria de recrutamento executivo, em maio de 2019, com 3.215 entrevistados revelam que 34% das mulheres já sofreram algum tipo de assédio sexual no ambiente de trabalho. Existem várias formas de assédio, seja por meio de contato físico, assédio verbal, gestual ou por escrito, com mensagens ofensivas e abusivas em particular ou nas redes sociais, com comentários em publicações, convites inapropriados ou ainda propostas indecentes. 


     No Brasil, a lei que criminaliza o assédio sexual entrou em vigor em 2001, sendo definido como o ato de “constranger alguém,com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função” (Código Penal, art. 216-A), com pena de detenção de um a dois anos.  Quando a empresa é denunciada, primeiro é proposto um acordo — a companhia tem a chance de combater as práticas de assédio sexual. Se isso não acontece, a companhia é condenada e a Justiça cobra uma multa cujo valor é destinado a benfeitorias sociais.
     A terceira bandeira escolhida foi “Igualdade de oportunidades e salários”, com 62,20% das votantes. 
As duas últimas propostas com mais votos foram “Combate ao Racismo e todas as formas de discriminação contra as mulheres” e “Políticas de emprego decente/ Não ao trabalho precarizado”, com 46,55% e 44,69%, respectivamente.