Sindicato do Bancários Zona da Mata e Sul de Minas - SINTRAF JF
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Imprensa e Notícias

Impasse nas negociações da Caixa

Banco ignora propostas de isonomia e jornada de trabalho apresentada pelos bancários

Os bancários da Caixa também não obtiveram bons resultados nas negociações da minuta específica do ano de 2010. Em ultima negociação realizada no dia 10 em São Paulo, pontos importantes foram deixados de lado pelos banqueiros como isonomia, jornada de trabalho e reivindicações relativas aos aposentados.

Um dos poucos avanços foram em relação às propostas apresentadas pelo Comando Nacional sobre os itens de segurança nas agências. Entre os pontos cobrados estavam a instalação de divisórias e a colocação de vidros nos guichês de caixa e penhor. O banco afirmou que as medidas estão previstas em seu novo Plano Estratégico de Atendimento (PEAT), que já está em fase de implantação desde agosto e deve atingir todas as agências até o final do ano.

Os bancários cobraram também a implantação de portas de segurança antes do auto-atendimento. A Caixa informou que o projeto Agência Segura (modelo de agências equipada com diversos mecanismos de segurança lançado pelo banco há alguns anos) foi incorporado ao novo plano de atendimento, mas não deu certeza se esse elemento foi mantido. Os negociadores do banco irão checar e trazer um retorno na próxima reunião.


Jornada de trabalho


Uma importante reivindicação dos bancários que não foi aceita na negociação, tratava dos problemas relacionados ao registro de pontos. A Caixa já possui um sistema de pontos eletrônico (SIPON), porém várias são as irregularidades retratadas aos sindicatos.

Foi proposto para o banco a criação de um login único no sistema de captação de horas, o que segundo o diretor do Sintraf JF, Yvens Moreira, é fundamental para prevenção de fraudes. “Nós sabemos que muitos gestores obrigam os funcionários a bater o ponto e continuarem trabalhando. Isso tem que acabar” afirma.


Isonomia


Os trabalhadores cobraram ainda a concessão de licença-prêmio e Adicional por Tempo de Serviço (ATS) para todos os bancários. A Caixa se manteve intransigente em sua posição e se recusou novamente a discutir o assunto. O banco afirmou que irá aguardar o resultado da tramitação dos projetos de lei sobre o tema no Congresso Nacional e cumprirá o que for aprovado.

A Caixa também ficou de avaliar a possibilidade de normatização das Ausências por Interesse Próprio (APIP) e do parcelamento da devolução do adiantamento de férias para os novos empregados. Atualmente estes pontos são revogados por acordo coletivo todos os anos, podendo ser alterados pela Caixa. Yvens considera má vontade do banco em não negociar com a Comissão. “A atitude da Caixa é nefasta e mostra o descaso com que os bancários são tratados pela instituição”.

A próxima reunião para discussão da minuta específica da Caixa acontece no dia 17 de setembro, sexta-feira, em São Paulo.