Sindicato do Bancários Zona da Mata e Sul de Minas - SINTRAF JF
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BB, Bradesco e Santander iniciam compartilhamento de caixas eletrônicos

Teste com 700 máquinas espalhadas pelo país vai durar seis meses

O Banco do Brasil (BB), o Bradesco e o Santander iniciam nesta quinta-feira o compartilhamento de seus caixas eletrônicos em pontos externos, como shoppings, aeroportos, postos de combustíveis, farmácias e supermercados. Os aparelhos que podem receber as transações das três instituições bancárias estão destacados com adesivo contendo a logomarca das empresas, segundo nota divulgada.

O período de compartilhamento será de teste e vai durar seis meses, podendo ser prorrogado, e envolve 700 máquinas dos três bancos. Dos aparelhos cedidos pelo Banco do Brasil, uma metade está na capital paulista e a outra no interior e região metropolitana do Estado. Dos do Bradesco, 70% está em São Paulo e 30% em Manaus, Salvador, Recife, Rio de Janeiro e Fortaleza. Dos caixas cedidos pelo Santander, 30% estão em SP, 18% no Rio de Janeiro, 14% em Minas Gerais, 10% na Bahia e o restante dividido pelo País.


A tecnologia é de responsabilidade da empresa TecBan Tecnologia Bancária. Segundo a assessoria de imprensa do Santander, não haverá taxas se um cliente de um dos bancos envolvidos usar um caixa eletrônico de outro para realizar operações que normalmente não são cobradas. As que têm algum custo seguirão a tabela do banco ao qual o usuário é cliente.


A negociação para o compartilhamento da rede de caixas eletrônicos das instituições começou em fevereiro deste ano. Segundo o secretário geral do Sintraf JF, Carlos Alberto de Freitas (Nunes), a mudança será observada atentamente pelo sindicato “Nossa preocupação é que os clientes no futuro possam ser prejudicados com o acréscimo de tarifas e uma mecanização ainda maior do atendimento bancário” ressalta. Além das taxas, a segurança dos clientes também é motivo de preocupação. “Cada banco trabalha com um sistema de senhas diferente, e o compartilhamento pode dificultar o acesso aos terminais de auto-atendimento. Sem contar a o risco de clonagem de cartões, que pode vir a aumentar com a união dos caixas e sua disposição em pontos de pouca vigilância”, avalia o secretário.