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Banqueiros mantém impasse

Bancos ignoram as propostas sobre a preservação do emprego

Mais uma vez o Comando Nacional recebeu a negativa dos banqueiros, durante outra rodada de negociação da Campanha Nacional 2010. Em encontro realizado na última quinta-feira (9), que discutiu as propostas relativas à preservação do emprego, os bancos mantiveram sua postura de completo descaso aos trabalhadores.

Para o diretor do Sintraf JF, Marcos Louzada, o resultado da rodada não foi positivo para os bancários. “Não tivemos a aceitação ou sequer demonstração de interesse da maioria das nossas demandas”, afirma.

Entre as pautas discutidas na negociação, estavam questões como o fim dos correspondentes bancários, ampliação do horário de atendimento ao público e controle de filas, criação de um seminário sobre sistema financeiro, além da redução de juros para funcionários. Para os bancos privados, também foi proposto abono dos 5 dias do ano não remunerados, já concedido há alguns anos pelas instituições públicas. “Vamos continuar lutando pela conquista desse abono, que nada mais é que do que um princípio legal”.

Outra reivindicação dos bancários negada pelos banqueiros foi o fim das contratações de aprendizes com mais de 18 anos, considerada por Marcos fraudulenta. “Este tipo de contratação além de ser irregular não proporciona a possibilidade de aprendizagem, já que o aprendiz acaba desempenhando tarefas da ‘área do meio’, que são de atribuição dos bancários”.

Marcos ainda critica a postura dos bancos, em supervalorizar a contratação de 18 mil funcionários no primeiro semestre deste ano. “O que os bancos não se lembram de dizer é que no período da crise de 2008, 9 mil trabalhadores foram demitidos. Portanto o que aconteceu também foi uma recolocação de funcionários, contratados em geral com uma renda 40% inferior a dos que foram desligados de seus cargos”.


Comissão bipartite


O único avanço nesta negociação foi em relação a proposta de
criação de uma comissão bipartite empresa-bancários para debater, acompanhar e apresentar propostas diante de projetos de mudança tecnológica e organizacional, reestruturação administrativa, introdução de novos equipamentos e outras situações similares. Os bancos aceitam discutir os problemas gerados pelas inovações tecnológicas, mas viram necessidade da criação de uma comissão para essa finalidade.


Próximas mobilizações


Em resposta a atitude dos banqueiros, o comando Nacional convocou um dia Nacional de Luta para a próxima terça-feira (14), às vésperas da terceira rodada de negociação, nos dias 15 e 16. Desta vez o tema a ser tratado será Remuneração, com reivindicações dos bancários de aumento real de salário (reajuste de 11%), melhoria na PLR, previdência complementar e valorização dos pisos salariais.
 

Veja o que já aconteceu na Campanha Nacional 2010:



Em defesa do emprego

NÃO. Esta é a resposta dos banqueiros


Bancários lançam Campanha Nacional