Sindicato do Bancários Zona da Mata e Sul de Minas - SINTRAF JF
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Imprensa e Notícias

Bancários falam sobre a importância da luta por igualdade racial

No dia da Consciência Negra, combate à discriminação e respeito à diversidade são discutidos

Comemora-se neste sábado, dia 20, o dia Nacional da Consciência Negra. Instituído em homenagem à data da morte de Zumbi dos Palmares, a data simboliza a história de lutas dos brasileiros contra o racismo e a discriminação e por igualdade de direitos e de oportunidades.
 

Para o bancário e presidente do Sintraf JF, Robson Marques, ainda há muito a se fazer para que negros e negras tenham seus direitos respeitados. “A sociedade ainda precisa reconhecer o negro como cidadão e contribuinte da história do Brasil”. Segundo ele, a aceitação da diversidade foi uma das bandeiras levantadas pelos bancários na Campanha Nacional de 2010. “Não só os negros, mas também as mulheres e os deficientes devem ocupar seu espaço. Sabemos que principalmente nos bancos privados, essas minorias sofrem preconceito e não conseguem uma ascenção na carreira”.
 

De acordo com uma pesquisa realizada em 2008 conhecida como Mapa da Diversidade, apenas 19% dos bancários são negros contra 35,5% no conjunto dos trabalhadores no Brasil com carteira assinada. Somente 4,8% dos postos de diretoria e superintendência e 14,9% das gerências são ocupados por negros. O estudo comprovou também que os bancários negros recebem em média 84,1% do valor do salário dos brancos, sendo as bancárias negras ainda mais discriminadas.
 

O também bancário Carlos Afonso de Almeida (Cafú) acredita que a data deve servir para a reflexão de toda a sociedade. “Deveriam instituir o dia da Consciência como um feriado nacional. Não para que todos possam ficar em casa, mas para que negros e brancos tenham a chance de promover ações em prol da igualdade”.
 

Cafú, que já foi assessor político da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Social (Seppir) - órgão ligado à Presidência da República que estabelece ações em todo o país em defesa de grupos étnicos discriminados - ressalta que o trabalho de inclusão deve ser feito envolvendo ministérios, entidades não governamentais e toda a população. “Muito já foi feito pelo negro nos últimos anos, mas ainda há muito o que se melhorar. E isso só vai acontecer com a união de forças”.
 

Jornal

Para comemorar a data, a Contraf-CUT publicou uma edição especial do Jornal d@s Bancári@s, que mostram os avanços dos bancários na luta contra a discriminação, entre eles a realização da pesquisa que resultou no Mapa da Diversidade e a conquista na Convenção Coletiva de Trabalho da mesa temática sobre igualdade de oportunidades. A publicação trata ainda da conquista do Estatuto da Igualdade Racial e faz um breve histórico do Dia da Consciência Negra em homenagem a Zumbi dos Palmares.

 

Veja a versão em PDF do Jornal aqui