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Bancários em defesa da Caixa 100% pública

A fragilização do banco pode causar à sociedade e aos empregados diversos prejuízos

A Caixa é o primeiro alvo do governo para o processo de privatização das empresas públicas. Por isso é urgente e necessário mostrar a importância da manutenção do banco 100% público para empregados e população. O principal enfoque é a luta contra a venda da Lotex, cujo leilão foi adiado pela quinta vez. Agora foi agendado para o dia 9 de maio.

“Vamos deixar claro para os empregados e para a população que o leilão da Lotex é parte de um pacote que visa fragilizar a Caixa. A atual direção do banco já afirmou que a Caixa é ‘puxa-fila das privatizações’. Querem vender todas as operações mais rentáveis para deixá-lo sem poder de ação e, nas palavras do ministro da Economia, pronto para a privatização”, afirmou a dirigente e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na mesa de negociações com a Caixa, Fabiana Proscholdt.

A dirigente da Contraf-CUT disse o movimento sindical têm o objetivo de mostrar os prejuízos que a fragilização da Caixa pode causar à sociedade e aos empregados.

“A fragilização é o primeiro passo para a privatização. Isso significa a perda da estabilidade no emprego, mas, muito mais do que isso, significa que a população será privada de serviços bancários e de políticas sociais na área da habitação, da educação, do esporte e tantas outras que são realizadas com parte da arrecadação da Lotex”, explicou Fabiana.

“Além disso, os bancos privados não têm interesse em prestar serviços para a população menos favorecida e tampouco se instalar em cidades e bairros afastados dos grandes centros comerciais e financeiros. Dias atrás a imprensa divulgou que é cada vez maior o número de cidades sem agências bancárias e mostrou os prejuízos que isso traz para a população e para a economia dessas localidades”, completou.

Em 2017, as loterias da Caixa arrecadaram quase R$ 13,9 bilhões. Desse total, cerca de R$ 5,4 bilhões foram transferidos aos programas sociais do governo federal relacionados à seguridade social, à educação (Fundo de Financiamento Estudantil- Fies), ao esporte (Ministério do Esporte, Comitê Olímpico Brasileiro, Comitê Paralímpico Brasileiro e clubes de futebol), à cultura (Fundo Nacional da Cultura), à segurança (Fundo Penitenciário Nacional) e à saúde (Fundo Nacional de Saúde), o que corresponde a 37,1% do total arrecadado. Caso a Loteria Instantânea seja privatizada, o repasse social deverá ser reduzido para 16,7%.

No ano passado, o Fies recebeu R$ 730 milhões para financiamento de cursos superiores para estudantes, principalmente de famílias de baixa renda. Já para o Fundo Nacional de Cultura os repasses foram de aproximadamente R$ 387 milhões.

Fonte: Contraf-CUT