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:. Últimas Notícias - Novembro de 2008 .:

:. Encontro Nacional deflagra campanha permanente no Itaú, Unibanco e HSBC:
25/11/2008

O Encontro Nacional dos Dirigentes Sindicais do Itaú, Unibanco e HSBC organizado pela Contraf/CUT terminou nesta quarta-feira 19 com a aprovação da deflagração das campanhas permanentes em cada banco para negociar as reivindicações específicas. Os dirigentes decidiram que a campanha no Itaú e no Unibanco já será unificada, tendo como eixos centrais a garantia dos empregos e a preservação dos direitos. Nos dias 8, 9 e 10 de dezembro será a vez dos dirigentes sindicais do Bradesco e do Santander/Real realizarem o seu Encontro Nacional.

"Com esses encontros nacionais, estamos consolidando a estratégia de campanhas articuladas, com negociações dos temas de interesse comum da categoria realizadas na mesa da Fenaban durante a campanha salarial e negociações permanentes, durante o ano todo, das questões específicas de cada banco", explica Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT. "Nosso objetivo é organizar e mobilizar a categoria para irmos atrás das reivindicações e avançarmos nas conquistas."

Mais de 150 dirigentes sindicais dos três bancos privados participaram do Encontro Nacional, iniciado na segunda-feira 17, no município de Embu das Artes, na Grande São Paulo.

Em defesa do emprego no Itaú e Unibanco

Além da luta pela garantia dos empregos e preservação dos direitos dos bancários, os encontros do Itaú e Unibanco aprovaram uma série de reivindicações específicas, que serão unificadas na reunião que será realizada no dia 8 de dezembro entre as comissões de empresa dos funcionários dos dois bancos.

Já está decidido que haverá uma campanha de mídia em defesa do emprego e dos direitos, com a definição de uma marca e confecção de camisetas e jornais para clientes do Itaú e do Unibanco. Os dirigentes sindicais vão elaborar ainda um documento que será entregue ao Cade e ao Banco Central e farão um monitoramento minucioso nos Estados sobre o nível de emprego nos dois bancos.

"Foi extraordinária a unidade demonstrada pelos dirigentes sindicais do Itaú e do Unibanco em torno da necessidade estratégica de defender os empregos e os direitos dos bancários no processo de fusão", avalia Carlos Cordeiro, secretário-geral da Contraf/CUT, que é funcionário do Itaú. "Ficou claro que é importante dialogar tanto com a categoria quanto com a opinião pública, para mostrar que a fusão não pode ser benéfica apenas aos banqueiros, mas também precisa ser positiva para a sociedade e para os bancários."

Fonte: Contraf/CUT

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:. Bancários definem campanha internacional conjunta por proteção ao emprego:
25/11/2008

Os bancários de toda a América realizarão uma campanha conjunta pela proteção do emprego e das condições de trabalho no setor financeiro. A decisão foi tomada nesta sexta-feira, dia 21, na plenária final da 4ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais de Bancos Internacionais, realizada na sede da COntraf/CUT, em São Paulo.

*Veja outras notícias sobre a 4ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais de Bancos Internacionais:

Durante dois das, 165 pessoas de dez países participaram de debates a respeito dos principais desafios do setor bancário internacional. Estiveram presentes dirigentes dos bancos de Itaú, Santander-Real, HSBC, Unibanco, BBVA e Banco do Brasil.

Na manhã desta sexta, os dirigentes se dividiram por bancos e debateram as questões específicas que serão tratadas com as empresas no próximo período. Depois dessa etapa, uma plenária reuniu todos os bancários para definir o calendário da Semana Internacional de Lutas, que acontecerá entre os dias 8 e 12 de dezembro. A semana servirá como lançamento da campanha internacional sobre proteção do emprego e condições de trabalho. Veja as datas por banco:

Dia 08 - Banco do Brasil.
Dia 09 - Itaú/Unibanco.
Dia 10 - HSBC
Dia 11 - BBVA
Dia 12 - Santander/ABN.

As entidades irão aprovar uma mídia conjunta para a campanha de proteção ao emprego. Deverão ser disponibilizados banners, selos e cartazes na página da UNI para download. Ficou agendada também uma outra semana de lutas, a ser realizada no final de janeiro de 2009, em conjunto com a UNI-Finanças Mundial.

"Foi um evento muito importante para a organização internacional dos trabalhadores, especialmente neste momento de crise que ameaça os empregos de todos", afirma Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT. Ele considera que a definição da campanha internacional de proteção ao emprego foi um passo importantíssimo. "Somente com mobilização conseguiremos leis e acordos que garantam o direito de todos ao emprego e a condições de trabalho dignas", sustenta.

Fonte: Contraf/CUT

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:. Banco do Brasil compra Nossa Caixa por R$ 5,38 bilhões:
20/11/2008

Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

Mesmo assim, BB ainda não retornou ao posto de maior banco do país.
Negociações aconteciam há meses e foram facilitadas pela MP 443.

O Banco do Brasil confirmou nesta quinta-feira (20), por meio de comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Bolsa de Valores de São Paulo, a aquisição do banco paulista Nossa Caixa por R$ 5,38 bilhões.

O pagamento será feito em dezoito parcelas mensais a partir de março de 2009 no valor, cada uma, de R$ 299,2 milhões - corrigidas pela taxa básica de juros, atualmente em 13,75% ao ano.

"O valor da operação foi calculado com base em avaliação econômico-financeira elaborada por consultores contratados pelo Banco do Brasil, a qual levou em consideração, entre outras metodologias, as perspectivas de rentabilidade futura e o fluxo de caixa descontado da Nossa Caixa", informou o Banco do Brasil.

A venda da Nossa Caixa foi precedida por reunião entre o governador de São Paulo, José Serra, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida nesta quarta-feira (19). Ao fim do encontro, porém, o governador José Serra negou que o assunto tenha sido discutido.

Serviços em São Paulo

O BB informa ainda que um memorando de entendimentos prevê a manutenção da prestação de serviços ao estado de São Paulo. De acordo com o Banco do Brasil, os serviços serão mantidos em "todas as localidades" atualmente atendidas pela Nossa Caixa, com incremento das políticas de crédito e de fomento desenvolvidas pelo banco paulista.

O Banco do Brasil também informa que assumirá a "operacionalização" dos programas sociais do governo do estado administrados pela Nossa Caixa e que manterá o patrimônio público, principalmente no que se refere a depósitos judiciais e operações financeiras privativas de instituições financeiras oficiais.

Liderança

Mesmo com a compra da Nossa Caixa, o Banco do Brasil ainda não retornou ao posto de maior banco do país. Mas deu um passo para eventualmente retomar, no futuro, a posição nunca havia perdido anteriormente.

Ao concretizar a compra da Nossa Caixa, o BB soma R$ 53,4 bilhões em ativos, que já totalizavam R$ 459 bilhões antes da operação. Com isso, a instituição sobe para cerca de R$ 512,4 bilhões em ativos totais. Este valor já contabiliza o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e Banco do Piauí (BEP) - este último adquirido recentemente.

O conglomerado formado pelo Itaú e Unibanco possui cerca de R$ 575 bilhões em ativos. mantendo a liderança. O BB também avalia, porém, a compra do Banco de Brasília (BRB) e há rumores que estaria negociando a aquisição de parte do Banco Votorantin. A instituição também tem atuado na compra de carteiras de crédito de bancos de menor porte.

O BB deixou a liderança no início de novembro com a fusão entre o Itaú e o Unibanco, que resultou na criação de um "gigante financeiro". Com a operação, o conglomerado formado pelos dois bancos privados assumiu o posto de maior instituição financeira não só do Brasil, mas também da América do Sul.

Logo após o anúncio da fusão entre o Itaú e o Unibanco, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já avisava que o BB perderia a liderança "momentaneamente" e que a instituição teria a chance de correr atrás e se recompor.

"A vida é assim. Nada como um dia depois do outro. Ele [BB] terá também a chance de correr atrás e se refazer", disse Mantega na ocasião. A visão é compartilhada pelo presidente Lula, para quem há interesse de que o BB seja "muito maior do que qualquer banco no Brasil."

Nova regra

A compra da Nossa Caixa foi agilizada pela edição, por parte do presidente Lula, da Medida Provisória 443, que autoriza o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a adquirirem, com menos burocracia, instituições financeiras públicas e que passou a permitir a compra de bancos privados. A medida foi anunciada em meados de outubro, antes da fusão do Itaú com o Unibanco.

O BB lembra que já estava conversando com o governo paulista sobre a compra da Nossa Caixa há vários meses, ou seja, bem antes do anúncio da fusão entre o Itaú e Unibanco. Com a MP 443, informou em outubro o vice-presidente de Finanças do BB, Aldo Mendes, a compra do banco paulista teria ficado mais fácil, visão que também foi compartilhada pelo governador de São Paulo, José Serra.

Segundo explicou Aldo Mendes, do BB, quando a MP 443 foi editada em outubro, o modelo antigo [pelo qual o BB não podia fazer compras diretas de outros bancos] começou a mostrar "grande dificuldade" para a compra da Nossa Caixa e BRB, pois envolvia uma engenharia financeira complicada e pagamento em ações.

"Os vendedores [governos estaduais] não querem receber, como moeda de troca, ações de outro banco. Querem transformar esse banco em outros ativos. Em um primeiro momento caixa [dinheiro] e, em um segundo momento, investimento em seus estados", explicou Mendes naquele momento.

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:. Banco do Brasil é condenado a pagar R$ 480 mil por assédio moral:
17/11/2008

No dia 10 de novembro, a juíza Maria Cecília Alves Pinto julgou a reclamação trabalhista ajuizada pelo bancário Fernando Antônio Caldeira de Resende contra o Banco do Brasil. O BB foi condenado a pagar R$ 480 mil por danos morais em face da ilegal ação de descomissionamento sumário sem justificativa pertinente.

Além dos danos morais, o BB também está obrigado a reintegrar o advogado ao cargo de Analista Jurídico, inclusive com antecipação de tutela. Portanto, o funcionário deverá permanecer comissionado até que a sentença seja transitada em julgado.

O Sindicato dos bancários de BH e região (Seeb BH e região) atuou como assistente do bancário, que é sindicalizado em Belo Horizonte e substituído na ação dos anuênios. O banco havia pedido que o funcionário renunciasse a essa ação, conforme citado nos autos do processo.

Em matéria publicada em seu site no dia 10 de outubro, o Sindicato denunciou a irregularidade no ato de gestão e o assédio moral praticado pelo banco. Essa matéria foi citada na sentença proferida pela Juíza Maria Cecília. O número do processo é 01353-2008-105-03-00-6 e a referida sentença pode ser lida na íntegra através do site do TRT.

Para o funcionário do BB e diretor do Sindicato, Wagner Nascimento, a sentença vem mais uma vez colocar em questionamento o tipo de gestão que o BB tem submetido aos funcionários. "O assédio moral tem acontecido em todas as unidades do banco, de agências a órgãos internos, e o Sindicato está atento para denunciar e acionar a Justiça, dando todo o suporte a seus filiados", ressaltou.

Segundo Fernando Neiva, diretor do Departamento Jurídico do Sindicato, essa foi mais uma vitória contra os abusos cometidos pelo BB. "Há muito tempo o BB pratica o assédio moral contra seus empregados. É importante que os bancários denunciem e procurem seus direitos, já que os bancos não os respeitam", afirmou. Fernando completa relembrando que, recentemente, "o BB ameaçou os bancários e tentou forçá-los a retirarem seus nomes da ação coletiva referente ao anuênio, mas essa vitória mostra que os funcionários não podem ceder às pressões e devem seguir com a ação para defender seus direitos".

De acordo com o presidente do Sindicato, Cardoso, a entidade está sempre atenta e não mede esforços para barrar práticas ilegais e abusivas como as que o BB comete contra seus funcionários. "Essa foi uma grande vitória do Sindicato. Mostramos que o BB não pode agir contra a lei e contra os bancários e estaremos sempre prontos, caso necessário, a procurar a Justiça para defender o direito do trabalhador. Vitórias como essa mostram a capacidade de reação do Sindicato, através de seu departamento jurídico. Não deixaremos, em hipótese alguma, que os bancários sejam desrespeitados", afirmou.

Fonte: Seeb BH e região

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:. Estratégia da campanha unificada conquista aumento real e mais PLR:
10/11/2008

O êxito da greve de 2008 mostra mais uma vez o acerto da estratégia da unificação da campanha salarial nacional nos bancos públicos e privados, uma bandeira histórica que vem sendo construída pela categoria bancária há mais de três décadas.

Antes da campanha nacional unificada, nunca os bancários haviam conseguido aumento real de salário, nem na Fenaban nem nos bancos públicos, que tinham campanhas separadas. Aliás, durante o governo FHC, de 1995 a 2002, nas últimas sete campanhas salariais seguidas os bancários do Banco do Brasil e da Caixa Federal tiveram reajuste zero (em troca de abonos), sofrendo um brutal achatamento salarial.

Desde que a unificação começou a ser implementada na prática, em 2004, articulada com as negociações das questões específicas de cada banco, os bancários conquistaram 11,5% de aumento real no piso, 7,3% nos salários até R$ 2.500 e 5,5% de aumento acima da inflação para as demais faixas salariais (veja no quadro).

 

Os ganhos reais de 2004 a 2008

  Inflação pelo INPC/IBGE de 2004 a 2008 Reajuste no piso Fenaban, BB e Caixa (2004/2008) Reajuste até R$ 2.500 Fenaban, BB e Caixa (2004/2008) Reajuste demais faixas Fenaban, BB e Caixa (2004/2008)
  29,36% 44,26% 38,8% 36,46%
Aumento real   11,5% 7,3% 5,5%


Também houve avanços significativos na PLR, principalmente nos bancos e outros benefícios. Durante o governo FHC, o BB e a Caixa se recusavam a discutir a PLR com os sindicatos e com os funcionários. Impuseram unilateralmente um modelo de PLR, que garantia somas vultosas aos altos executivos e nada ou quase nada aos demais.

A Caixa, na verdade, nem tinha PLR. O que havia era a PRX, um plano de metas que deixava muitos empregados sem receber nada se as metas não fossem atingidas. E no BB, só como exemplo, no primeiro semestre de 2001 os postos efetivos receberam R$ 275 reais de PLR, enquanto os NR1 levaram mais de R$ 17 mil.

Além do grande salto da PLR no Banco do Brasil e na Caixa nestes últimos anos, os bancários conquistaram em 2007 uma participação adicional na variação do lucro líquido de cada banco. E este ano, graças à greve, os bancários conseguiram um avanço importante na regra básica da PLR, aumentando de 80% para 90% do salário e o teto de distribuição, 2 para 2,2 salários.

Em 2007, a campanha nacional dos bancários conquistou ainda a 13ª cesta-alimentação, que este ano será de R$ 272,93.

A longa e difícil construção da unidade

A busca da unidade nacional dos bancários é uma luta que vem sendo travada pela categoria desde que ela existe. Até o início dos anos 1980, os bancários não tinham data-base única no país inteiro, como é hoje (1º de setembro). Nem os salários e direitos eram os mesmos em todo o território nacional. Os acordos salariais da categoria eram assinados pelos sindicatos e federações Estado por Estado.

A primeira grande vitória na luta pela unidade da categoria ocorreu em 1982, quando os bancários conseguiram unificar a data-base nacional em 1º de setembro.

Em 1986 foi criado o Departamento Nacional dos Bancários da CUT (DNB/CUT), para organizar a ação dos sindicatos filiados à central sindical e buscar a unidade nacional com os sindicatos e entidades de outras correntes. O DNB foi transformado em Confederação Nacional dos Bancários (CNB) em 1992. Neste mesmo ano, pela primeira vez a CNB/CUT assina a Convenção Nacional dos Bancários com a Fenaban.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) foi criada em 2006 em substituição à CNB, com o objetivo de organizar e representar, além dos bancários, os cerca de 1 milhão de trabalhadores que atuam em financeiras, promotoras de venda, mercado de capitais, cooperativas de crédito etc..

Outro passo importante para a unidade nacional da categoria ocorreu em 2003, quando o Banco do Brasil e a Caixa Federal, que antes faziam negociações e acordos separados, participaram pela primeira vez da mesa da Fenaban - dando início a um período de conquista de aumentos reais. O que transforma os bancários na única categoria profissional com a mesma convenção coletiva e os mesmos direitos em todo o território nacional.

Fonte: Contraf/CUT

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:. Itaú e Unibanco anunciam fusão e criam maior grupo financeiro do Hemisfério Sul:
03/11/2008

da Folha Online

A Itaúsa empresa de participações do grupo Itaú e o Unibanco anunciaram nesta segunda-feira que irão fundir suas operações financeiras, o que formará o maior banco do país e o maior grupo financeiro do Hemisfério Sul, segundo comunicado divulgado pelos bancos.

"Os controladores da Itaúsa e da Unibanco Holdings comunicam ao mercado que assinaram nesta data contrato de associação visando à unificação das operações financeiras do Itaú e do Unibanco de modo a formar o maior conglomerado financeiro privado do Hemisfério Sul, cujo valor de mercado fará com que ele fique situado entre os 20 maiores do mundo. Trata-se de uma instituição financeira com a capacidade de competir no cenário internacional com os grandes bancos mundiais", informaram as duas empresas em comunicado ao mercado.

Segundo as duas instituições, o total de ativos combinado é de mais de R$ 575 bilhões contra R$ 403,5 bilhões do Banco do Brasil, e R$ 348,4 bilhões do Bradesco, de acordo com dados de junho do Banco Central.

Em comunicado, as instituições informaram que a fusão é resultado de 15 meses de negociação e de "uma forte identidade de valores e visão convergente de futuro".

A presidência do Conselho de Administração ficará a cargo de Pedro Moreira Salles (pelo Unibanco) e o Presidente Executivo será Roberto Egydio Setubal (pelo Itaú). O Conselho de Administração do novo banco será composto por 14 membros, sendo que seis serão indicados pelos controladores da Itaúsa e pela família Moreira Salles, e os demais serão independentes.

"Esta operação surge em momento de grandes mudanças e oportunidades no mundo, particularmente no setor financeiro. O novo banco consolida-se em um cenário que encontra o Brasil e o seu sistema financeiro em situação privilegiada, com enormes possibilidades de melhorar ainda mais a sua posição relativa no cenário global", informam.

Para ser concretizada, a fusão ainda terá que ser aprovada pelo Banco Central e por órgãos reguladores como a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Clientes

Conforme as empresas, "nada muda operacionalmente neste momento" para os clientes do Itaú e do Unibanco. "Todos continuarão a utilizar normalmente os diferentes canais de atendimento, cheques, cartões e demais produtos e serviços."

Segundo o Itaú e o Unibanco, com a fusão dos dois bancos serão aproximadamente 4.800 agências e postos de atendimento (representando 18% da rede bancária) e 14,5 milhões de clientes de conta corrente (18% do mercado). Em volume de crédito, representará 19% do sistema brasileiro, e em total de depósitos, fundos e carteiras administradas atingirá 21%.

Conforme as duas instituições, as operações de cartões de crédito passam a contemplar as empresas Itaucard, Unicard, Hipercard e Redecard.

No mercado de seguros, o novo grupo nasce com uma participação de 17% e de 24% em previdência. As operações Corporate (para empresas) vão somar mais de R$ 65 bilhões, com atendimento a mais de 2.000 grupos econômicos no Brasil, conforme os dois bancos, que também informaram que o negócio de Private Bank (gestão de grandes fortunas) será o maior da América Latina, com aproximadamente R$ 90 bilhões de ativos sob gestão.

Mercado de ações

O acordo firmado entre as duas partes determina que os acionistas do Unibanco migrarão para uma nova companhia que se chamará Itaú Unibanco Holding Financeira, cujo controle "será compartilhado, entre a Itaúsa e os controladores da Unibanco Holdings, por meio de holding não financeira a ser criada no âmbito da reorganização."

As ações ordinárias do Unibanco e da Unibanco Holdings serão substituídas por ações ordinárias da Itaú Unibanco Holding. Cada 1,1797 ação das duas empresas virará 1 ação da Itaú Unibanco Holding. Já cada 1,7391 ação Unit do Unibanco passará a valer 1 ação preferencial. Por sua vez, cada 3,4782 ações preferenciais do Unibanco e da Unibanco Holdings valerão 1 preferencial da nova empresa.

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