Os participantes do 22º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil do 27º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal aprovaram nas plenárias finais realizadas no último dia 10, em São Paulo, as pautas específicas que serão apresentadas aos dois bancos federais na Campanha dos Bancários de 2011. A pauta geral de reivindicações da categoria, que inclui o índice de reajuste salarial, será definida pela Conferência Nacional dos Bancários marcada para os dias 29 a 31 de julho, também em São Paulo.
A abertura dos dois congressos foi realizada em conjunto e contou com uma palestra sobre conjuntura nacional do deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), funcionário do BB e primeiro presidente da Confederação Nacional dos Bancários (CNBCUT). Após a abertura, os congressos dos trabalhadores dos dois bancos públicos federais se separaram e, divididos em grupos temáticos discutiram as metas específicas de cada banco.
Banco do Brasil
Os 338 delegados presentes no Congresso do BB cobraram melhorias no Plano de Cargos Comissionados e no Plano de Cargos e Remuneração, fim de voto minerva da Previ, fim imed ato das terceirizações e dos correspondentes bancários, intensificação do combate ao assédio moral e metas abusivas, combate ao descomissionamento, fim do fator previdenciário e reforçar o caráter público do BB para ampliar o crédito produtivo sem discriminar os clientes de baixa renda.
Outras reivindicações aprovadas pelo 22º Congresso, relativas à previdência, foram a redução da Parcela Previ do Plano 1 e redução da PP no benefício de risco do Previ Futuro, volta da consulta ao corpo social, resgate da contribuição patronal do Previ Futuro, aumento do teto de benefícios para 100% da remuneração da ativa e aumento do valor do benefíccio mínimo.
Saúde - Da Zona da Mata e Sul de Minas estiveram presentes os diretores Watoira Oliveira, Arcângela Salles e Adilson Nogueira, todo funcionários do BB, além do Delegado Sindical Wellington Ricardo Pigozzo. Arcângela, que fez parte do grupo que discutiu saúde e condições de trabalho dos empregados, acredita que o encontro proporcionou avanços no setor e que pode refletir em bons resultados na campanha. “Tivemos deliberações importantes nesta área, que é uma das mais deterioradas no BB e merece a atenção dos delegados” explica.
Outra reivindicação dos bancários se refere à uma declaração de responsabilização do BB pelo adoecimento dos funcionários, com a inclusão do banco no acordo de combate ao assédio moral. “O Banco do Brasil é o único dos grandes bancos que é signatário do acordo de combate ao assédio moral, com o argumento de possuir um comitê de ética próprio. Mas este dispositivo não funciona e os empregados dos BB não confiam na ouvidoria do banco” ressalta.
Os bancários também levarão para negociação com a Fenaban a melhoria do plano odontológico, a criação de um programa de saúde específico para a mulher e a reestruturação do SESMT e da Cassi. “Pedimos a contratação imediata dos aprovados no último concurso interno do SESMT e a realização de concurso externo, caso seja necessário. Outro ponto a ser observado é a valorização dos bancários que participam do Conselho de Usuários da Cassi, que realizam trabalho voluntário e poderiam ganhar pontuação no TAO como forma de incentivo,” lembra.
Além disso, o grupo de saúde cobrou a realização de eleições para preenchimentos de cargos na Cipa, ao invés das indicações; a inclusão da avaliação mental no exame periódico; e também decidiram denunciar o BB à OIT por maus tratos aos funcionários e discriminação aos bancários incorporados.
Caixa
Já os 417 participantes do Conecef aprovaram a realização do próximo Congresso Nacional até o final de abril do ano que vem para reforçar a estratégia de mobilização para a negociação permanente, a organização de um encontro nacional de isonomia, o fim dos correspondentes bancários e o fim do voto de minerva na Funcef, entre outras questões.
“Nos dois dias de encontro passamos do horário definido para discussão das matérias, tamanho o envolvimento dos delegados e a importância dos temas abordados para os empregados da CEF”, conta a diretora do Sintraf e empregada da Caixa, Adriana Bitarello, que representou o Sindicato juntamente com o diretor e também funcionário da Caixa Yvens Moreira e dos delegados sindicais Sheyla Lima e João Bosco Teixeira.
Os eixos definidos para a campanha específica dos empregados da Caixa foram a isonomia, a recomposição do poder de compra dos salários, melhorias no Saúde Caixa, pagamento do ticket e cestaalimentação para todos os aposentados e pensionistas e o fim da discriminação aos empregados do REG/Replan não saldado.
Isonomia, marcação de ponto e mais delegados - Outras reivindicações definidas pelos empregados da Caixa foram a campanha unificada (mesa única da Fenaban e negociações específicas concomitantes) e a manutenção da atual formação da CEE Caixa, composta por um representante da Contraf-CUT, um representante de cada federação e um aposentado indicado pela Fenacef. Ainda foi aprovada a realização de um encontro nacional de isonomia em Brasília, com cada um dos sindicatos definindo sua delegação. “Este encontro será uma oportunidade de estudarmos um tópico específico importante para nós empregados. Já estava passando da hora de fazermos uma discussão específica sobre isonomia que contasse com a presença de bancários de todo o Brasil” salienta.
Outro ponto aprovado foi a luta pela retomada dos critérios anteriores ao governo FHC para a liberação de diretores por sindicato: um dirigente por sindicato para cada mil bancário na base, 2 liberados para cada 1.001 a 3.000 bancários, 3 liberados para cada 3.001 a 5.000 e 4 para mais de 5.000 bancários.
Será realizada também uma campanha nacional para marcação correta do ponto, atacando os problemas enfrentados pelos trabalhadores com o Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon). Outra campanha será feita para fazer valer a conquista
de intervalo para todos.
Os trabalhadores aprovaram também resolução pelo fim dos correspondentes bancários e pelo apoio no Congresso Nacional do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 214/2011, que suspende as resoluções do Banco Central (BC) que escancaram a atuação dos correspondentes bancários.
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