Dando continuidade ao movimento grevista iniciado na última terça-feira (27), os bancários de Juiz de Fora realizaram mais uma manifestação na tarde desta quinta-feira (29). A passeata – com direito a enterro simbólico do índice salarial oferecido pela Fenaban – contou com o reforço de membros da diretoria da CUT Regional da Zona da Mata e dos funcionários dos Correios, que também estão em greve em todo o país.
A manifestação bem humorada chamou a atenção de toda a população e deixou em meia-pista o trânsito das avenidas Rio Branco e Getúlio Vargas, principais vias do centro da cidade. O protesto terminou no banco Bradesco do Calçadão da Halfeld, onde os trabalhadores entraram em cortejo, a fim de mostrar a falta de segurança da agência, que não possui portas giratórias.
“Seguindo os demais sindicatos, e conhecendo o histórico de luta dos companheiros dos Correios, resolvemos unificar a manifestação, em defesa das categorias, nesta campanha que pode ser a maior dos últimos 25 anos para os trabalhadores bancários”, declarou o presidente do Sintraf JF, Robson Marques.
Segundo a Contraf/CUT, que representa os bancários nacionalmente, a quantidade de agências e postos de atendimento paralisados saltou de 4.191 para 6.248 em todo o país. Este número inclui os bancários do estado de Roraima, que aprovaram a deflagração de greve em assembleia realiza na terça e deverão se juntar ao movimento a partir do dia 3.
Os funcionários dos correios também aprovaram o protesto unificado. “Já era vontade dos dois sindicatos e da CUT realizarmos este ato, estávamos esperando por esse momento. E caso as duas greves prossigam, realizaremos mais atos conjuntos na cidade” ressalta o diretor de Formação Sindical do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Comunicação Postal, Telegráfica e Similares de Juiz de Fora e Região (Sintect/JFA), Reginaldo de Freitas Souza. Funcionários dos Correios e empresa entram em negociação ainda nesta quinta. Entre outras propostas, os empregados reivindicam aumento real de R$400 e reposição da Inflação de 7,16 %; frente aos 6,87% oferecidos pela empresa.
Entre os bancários não há previsão de nova negociação. No último encontro com a Fenaban, a proposta oferecida pelos bancos foi rejeitada pela categoria, que reivindica reajuste de 12,8%, PLR de três salários mais R$ 4.500, além de causas sociais como a ampliação do atendimento bancário.
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Segundo dia de greve é marcado por aumento de agências fechadas e extensão de movimento para cidades da região
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