Juiz de Fora, 19 de Maio de 2012.
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Bancários cobram remuneração em Dia de Luta

16 de setembro de 2011
Os bancários de todo o Brasil realizam nesta sexta-feira (16) um dia nacional de mobilização para cobrar remuneração digna dos bancos. Os trabalhadores cobram reajuste de 12,8%, PLR de três salários mais R$ 4.500, valorização dos pisos e das verbas, Plano de Cargos e Salários (PCS) e previdência complementar para todos os funcionários, dentre outras reivindicações.

As manifestações concluem a semana de jornada de luta definida pelo Comando Nacional dos Bancários, com o objetivo de mobilizar os trabalhadores, dialogar com a população e pressionar os bancos a apresentarem uma proposta global que contemple as demandas da categoria para a Campanha Nacional 2011. A discussão sobre remuneração aconteceu na terceira rodada de negociações, em que os bancos mantiveram sua postura intransigente e negaram todas as reivindicações apresentadas pelos representantes dos bancários.

Enquanto afirmaram que sete anos com aumento real é "muito tempo", a remuneração dos diretores e conselheiros de administração; bem como o lucro dos bancos não param de crescer. Em 2010, os altos executivos do Santander embolsaram cada um, na média, R$ 381 mil por mês; os do Bradesco, R$ 380 mil mensais; e os do Itaú Unibanco, R$ 486,6 mil (diretores) e R$ 85,4 mil (conselheiros).


Lucro dos bancos - primeiro semestre de 2011 (em milhões de reais)

Itaú Unibanco

7.133

Banco do Brasil

6.290

Bradesco

5.487

Santander (IFRS)

4.154

Caixa

2.274

HSBC

611

Safra

585

Banrisul

438

Banco do Nordeste

301

Banco da Amazônia

43

Banpará

41

Banestes

50

Total

27.407

Fonte: Demonstrações contábeis dos bancos.


 

Segurança e auxílio educação no Bradesco

Além das reivindicações por remuneração, os bancários do Sintraf-JF cobraram nesta sexta maior atenção do Bradesco para os seus funcionários. Um dos principais pontos abordados durante o ato é a frágil segurança das agências da instituição, que não possui vários dispositivos de segurança, como a porta giratória, por exemplo.

“O Bradesco não oferece segurança adequada aos usuários. Hoje, quem vai às agências comuns corre o risco de ser assaltado, além de ter o atendimento precário por causa da falta de funcionários. O banco só dá atenção ao cliente prime, enquanto o resto da população sofre nas filas” lembrou o presidente do Sintraf-JF Robson Marques.

Exigente na qualificação dos funcionários, o Bradesco cobra o Ensino Superior e cursos de especialização dos empregados, mas é a única instituição que não oferece subsídio para o investimento dos bancários na educação. “O banco se apóia na existência da Fundação Bradesco, mas esquece que ela só beneficia os bancários da região da cidade de São Paulo”, explica o diretor do Sintraf-Jf e bancário do Bradesco João Hilário Neto. O bancário, que também é membro da COE da instituição, ressalta que esta reivindicação é antiga e sempre ignorada durante as negociações.
 
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