JF registra mais dois crimes de "saidinha de banco"
A Polícia Militar registrou somente nesta semana, duas ocorrências do crime de "saidinha de banco" na cidade de Juiz de Fora. Em ambos os casos, as vítimas foram abordadas por ocupantes de motocicletas.
Um dos casos ocorreu no São Mateus, Zona Sul, onde um empresário, 30 anos, teria sido abordado por um homem armado de pistola que teria exigido que a vítima lhe entregasse R$ 10 mil, que haviam sido retirados de uma agência bancária, na Rua São Mateus. Já em Benfica, Zona Norte, por volta das 15h, um homem, 55, foi assaltado após sacar R$ 8 mil em um banco, na Rua Martins Barbosa. A vítima relatou que foi abordada por desconhecido, também utilizando capacete e armado de pistola. O suspeito anunciou o assalto e determinou que todo o dinheiro lhe fosse entregue. Em ambas as ocorrências, apesar do rastreamento empenhado pela PM, nenhum suspeito foi localizado. Ao todo somente em 2012, cinco ocorrências de saidinha foram registradas, em agências da localizadas tanto na área central quanto na periférica da cidade.
Bancos não se adequaram à lei de segurança
Mesmo após a sanção da lei municipal 12.329/2011, que obriga os bancos a instalarem dispositivos de monitoramento e segurança em suas agências, bancários e clientes ainda são obrigados a conviverem diariamente com a falta de segurança e a ação de bandidos. Além dos assaltos à clientes, no final de 2011 a Polícia Militar identificou em algumas agências da cidade três dispositivos que retinham envelopes de depósito nas máquinas de autoatendimento, para depois serem retirados por ladrões. O golpe, conhecido como pescador era aplicado em três agências de dois bancos diferentes da cidade. Nove dispositivos foram encontrados e encaminhados à Delegacia Regional de Segurança Pública de Juiz de Fora, sem que houvesse a identificação de suspeitos
Segundo o presidente do Sintraf JF, Robson Marques o prazo para regularização das agências já expirou, mas as agências ainda permanecem irregulares. “Já era para os bancos estarem adequados à lei, porém, demonstrando sua insensibilidade com funcionários e usuários insistem em não investirem na segurança de todos”
A fiscalização das agências é de responsabilidade legal da administração municipal, mas Robson ressalta que o Sindicato também atuará visitando as agências e denunciando as infrações na área de segurança. Caso a fiscalização municipal constate o descumprimento de algum termo da lei da saidinha, o banco pode ser notificado e vir a pagar multa.