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24º Grito dos Excluídos: basta de privilégios!

Grito dos Excluídos chama atenção para a questão da desigualdade social

No dia 7 de Setembro, data na qual se comemora a independência do Brasil, o 24º Grito dos Excluídos que, este ano, tem como lema “Desigualdade gera violência: BASTA DE PRIVILÉGIOS!” e tema “Vida em primeiro lugar”, quer questionar a atenção da sociedade para a questão da desigualdade social, cada vez maior, entre os poucos endinheirados e os milhões de despossuídos. “Este sistema não permite que a vida esteja em primeiro lugar, porque privilegia o capital”, diz a coordenação nacional.

Ainda segundo a coordenação nacional, o Grito se constitui em um espaço onde as pessoas se sintam capazes de lutar pela mudança, através da organização, mobilização e resistência popular. 

Em Juiz de Fora, os militantes dos movimentos populares, sociais e de diversos sindicatos se reunem entre as ruas Oscar Vidal e Rio Branco às 8h30. Assim vão levar às ruas, após o desfile de 7 de setembro, a insatisfação com o Governo Golpista de Temer, a política de retirada de direitos e privatização.

  • O Cartaz

O cartaz do 24º Grito dos Excluídos é de autoria de Nivalmir Santana, artista plástico formado pela Belas Artes de São Paulo e Unesp. Ele trabalha há mais de 28 anos com arte sacra em igrejas espalhadas por todo o Brasil. Atua como músico no curso de verão na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, desde 1991.

Segundo Nivalmir Santana, o cartaz retrata a união dos marginalizados e do povo sofrido que luta por vida mais digna. “Esse povo unido caminha para o sol, que ilumina todas as classes. O sol para o qual esse povo se volta é Cristo, que pela páscoa dissipa todas as trevas e clareia todas as coisas”, explica. Ainda de acordo com ele, a mulher como figura principal retrata a geração da vida, que une as forças e luta com o povo sofrido, especialmente na atual conjuntura que vive o povo brasileiro.

  • História do Grito

A proposta do Grito dos Excluídos brotou do seio da Igreja, em 1995, para aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade daquele ano, que tinha como lema “Eras tu, Senhor”, e para responder aos desafios levantados na 2ª Semana Social Brasileira, realizada em 1994, cujo tema era “Brasil, alternativas e protagonistas”. Em 1999 o Grito rompeu fronteiras e estendeu-se para as Américas.