Os bancários que aguardam o desfecho das negociações sobre a devolução dos valores remanescentes da Fundação Francisco Conde (FFC) podem ter novidades sobre a questão em breve. A divisão dos recursos da fundação aos bancários pertencentes ao Instituto Assistencial BCN (IABCN) foi pauta de uma reunião realizada no Sindicato dos Bancários de São Paulo no dia 25 de agosto, onde os funcionários do antigo banco discutiram uma forma de acabar com esta pendência que se arrasta desde 1999, quando a fundação foi extinta.
A proposta apresentada pelos bancários ao Bradesco prevê o rateio de cerca de R$ 90 milhões entre os funcionários membros da Fundação admitidos até novembro de 1979; e mais outro rateio de mesmo valor do primeiro para os funcionários admitidos até abril de 1993. Será considerado o tempo de contribuição para cálculo do benefício. No caso do funcionário ter direito às duas cotas, receberia o maior valor entre as duas divisões.
Um inquérito referente a estes recursos foi encaminhado pelos promotores para Ação Civil Pública. Para os bancários, o desafio maior é impedir que esta disputa se arraste por anos ou que o dinheiro dos trabalhadores tome outro destino, como observa a diretora do Sintraf JF e funcionária do extinto BCN, Tereza Freitas. “Existe o risco de o montante ser recolhido para um fundo do Ministério Público. Portanto, continuaremos a defender uma solução negociada para que todos possam receber os valores a que têm direito”, explica.
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