
Na segunda-feira, 25/07, fomos surpreendidos pela notícia mais que inesperada do falecimento do nosso muito querido companheiro Geraldo Magela, mais conhecido como Banana. O Banana do “Mercapaulo”. O Banana do Sindicato. O nosso Banana!
Eu fiquei imensamente triste de saber que não mais veria nessa terra essa pessoa com quem dividi muitos dias da minha vida ao longo dos 6 anos que fui da diretoria do Sindicato. Mas, ao mesmo tempo, me senti feliz por ter podido desfrutar da sua companhia.
O Banana era uma dessas pessoas especiais que aparecem em nossas vidas, um cara do bem! Amigo dos seus amigos. Companheiro de todas as horas na luta sindical, sempre com um sorriso, uma piada, uma palavra amiga. Não era um daqueles “xiitas” politizados, mas tinha a disponibilidade de se apresentar para todas as lutas que travamos.
O movimento sindical de Minas deve muito a esse ex-diretor. Afirmo isso sem medo de errar, pois ele esteve presente em todas as eleições sindicais importantes. Ora, ora, ele foi do grupo de Bancários que resgatou nossa entidade da “pelegada” e filiou-a a CUT, lá no início dos anos 80. Digo mais, a APCEF/MG e a FENAE – entidades ligadas aos bancários da Caixa, também devem muito ele. Eu, Banana e outros companheiros da Caixa visitamos dezenas de cidade mineiras fazendo campanha, foram muitas agências visitadas, muitos votos conquistados.
Nessa pequena homenagem que presto a esse querido companheiro desejo apenas registrar a importância insubstituível que cada ser humano carrega consigo. O paradoxo da ação do indivíduo no processo coletivo é algo que nos faz pensar. O Banana com sua singularidade foi ator coadjuvante em vários processos de construção coletiva. Sem ele não teríamos elegido Lula presidente, não teríamos feito o Sindicato dos bancários a entidade forte que é e não poderíamos estar trilhando esse caminho da construção de uma sociedade mais justa e igual. Qualquer processo coletivo só é possível com a participação individual de pessoas como eu, como você e como o Banana.
Valeu Banana! Valeu, grande companheiro!
*Geraldo Magela de Castro, mais conhecido como “Banana”, era bancário do Mercantil de São Paulo (que se fundiu com o Bradesco),e destacou-se pela incessante defesa dos direitos dos trabalhadores. Antes de se tornar diretor do Sintraf JF, Magela foi membro da diretoria da Cooperativa de Consumo dos Bancários. Em 1989, ingressou para o Sindicato como diretor de Cultura, Esportes e Lazer. Passou por diversas diretorias, sempre com a intenção de defender os interesses da categoria bancária. Foi um dos responsáveis pela fundação da subsede do Sindicato em Guaxupé, em 1992.